A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 16/06/2020

A Revolução técnico-científica trouxe ao mundo uma nova realidade nunca vista antes devido a presença de aparelhos inteligentes que ajudassem o ser humano de algum jeito. Hordienarmente, a tecnologia está ainda mais avançada, mas pouca vezes é utilizada como benefício no combate ao crime. Dessa forma, tem-se como precursores dessa carência a falta de investimentos em equipamentos tecnológicos e a dificuldade de substituir velhas práticas.

A princípio, é lícito postular que o uso da tecnologia a favor do combate à criminalidade pode exigir altos valores de investimentos iniciais. No entanto, a possibilidade e facilidade que o auxílio de câmeras, por exemplo, pode permitir ao policial em deter um criminoso que geraria danos aos patrimônios tende a, longo prazo, restituir o investimento. Ademais, a Constituição Brasileira prevê aos seus cidadãos o direito de segurança, o que acaba por evidenciar uma necessidade de uma forma mais eficiente de combate aos infratores. Com o uso da tecnologia, a identificação de um veículo roubado por câmeras inteligentes que analisam as placas dos carros, e o rastreamento de perfis nas redes que estivessem incitando a pornografia infantil, seriam mais facilmente combatidos. Logo, conclui-se a necessidade de investir em aparelhos que diminuam o tempo de procura de um delinquente.

Além disso, a teoria da Caverna de Platão alude a dificuldade do ser em sair da sua zona de conforto e ir em busca de diferentes formas de pensar. Tal ilustração filosófica permite analisar o bloqueio do cidadão comum em confiar nos aparelhos de alta tecnologia. Por esse viés, tem-se uma perda do aproveitamento dos recursos que o mundo digital pode proporcionar. Em contrapartida, a resistência de depender de “software” já foi quebrada em alguns âmbitos, como é o caso dos aeroportos. Prova disso, é o uso intensivo de “scanner” que conseguem rastrear as malas e verificar se a pessoa que irá embarcar possui alguma substância entorpecente ou objetos proibidos. Dessa forma, o confisco da droga e a prisão de quem tentava embarcar com ela é rápida e segura.

Urge, portanto, medidas que visem o uso da tecnologia para benefício no combate à criminalidade. Para isso, o Poder Público - responsável pelo bem estar social - deve melhorar as condições de segurança dos cidadãos, por meio do investimento de equipamentos digitais, a fim de que facilite investigações e prisões a criminosos. Concomitantemente, o indivíduo comum - como parte integrante a sociedade - precisa confiar e validar o uso de equipamentos que auxiliem os profissionais responsáveis pela segurança, por intemédio de cobranças ao setor público do destino de verbas para essa modalidade, para que essa prática seja cada vez mais comum na esfera social. Dessarte, usaremos os ganhos da revolução técnico-científica a favor da luta contra os delitos.