A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/06/2020
A Constituição federal brasileira de 1988 prevê, no artigo 6º, a segurança para todos os cidadãos brasileiros. Para isso, os órgãos responsáveis pela seguridade dos cidadãos utilizam-se de meios modernos para manter e garantir esse direito. Nesse sentido, é comum a tecnologia fazer parte do combate à criminalidade no Brasil. Todavia, problemáticas podem ser citadas a respeito desse sistema que, muitas vezes, é obsoleto, tais como: altos preços dessas ferramentas, o que impede a população mais carente de se proteger, bem como, o baixo investimento governamental para desenvolver um trabalho de excelente qualidade. Desse modo, serão estudadas as celeumas no intuito de minorá-la. Em primeiro plano, é necessário dizer que os equipamentos tecnológicos que ajudam na segurança do cidadão são caros. Diante disso, parte da população não consegue ter acesso a esse tipo de ferramenta, como câmeras instaladas na residência, detectores de movimentos, etc. Logo, é notória a desigualdade social, sobretudo, no Brasil. Segundo o filósofo suíço, Jean Jacques Rousseau, toda desigualdade se baseia na noção de propriedade particular criado pelo homem e o sentimento de insegurança com relação aos demais seres humanos. Destarte, vê-se uma relação entre o uso de ferramentas tecnológicas para segurança atrelada à camada social mais rica. Pode-se, confirmar, portanto, que os pobres ficam à mercê da segurança oferecida pelo Estado que, comumente, é ineficaz.
Outrossim, é importante dizer que as tecnologias usadas no combate à criminalidade no Brasil não atendem às necessidades do país devido ao baixo investimento governamental. Segundo o filósofo contratualista - Thomas Hobbes - é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, esse direito não é plenamente garantido quando, por exemplo, não há investimentos em pesquisas tecnológicas avançadas, assim como, pouco investimento na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) interferindo, portanto, no combate à criminalidade. As consequências desses descasos governamentais são crimes extremamente organizados, redes de pedofilia, tráficos de drogas entre outros. Ora, se um governo se omiti em uma questão tão importante como, grandes investimentos para a proteção social, entende-se o porquê dos elevados índices de marginalidade no país.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para que haja uma plena utilização da tecnologia em favor do combate ao crime. Para tanto, o Ministério da Justiça - órgão responsável por garantir a segurança pública e o exercício pleno da lei - deve investir mais em pesquisas tecnológicas, além garantir o pleno exercício do serviço de inteligência, por meio de incentivos fiscais, bem como formação de profissionais qualificados, para que em um futuro próximo, essas redes criminosas, supracitadas, sejam aniquiladas. Quiçá, assim, a Carta Magna brasileira, poder-se-á, ser de fato cumprida.