A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 16/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a segurança e aí bem - estar social. Nesse sentido, a tecnologia tem sido um meio profícuo no combate à criminalidade no Brasil. No entanto, alguns impasses, como a falta de recursos para manter essa inovação e a omissão estatal frente ao exposto, impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática.

Sob esse viés, pode-se apontar as poucas verbas destinadas à instalação e à manutenção dos aparelhos tecnológicos de segurança no país, como uma das causas do problema. Acerca disso, o documentário “Privacity Security” mostra como o mundo seria se fosse monitorado por aparelhos tecnológicos de segurança, a criminalidade se reduziria drasticamente, as pessoas poderiam passear nos bosques sem se preocupar em serem assaltadas e desfrutariam de seus direitos plenamente. Em paralelo, tal cenário não é observado fora da ficção, visto que, por causa dos poucos investimentos, grande parte das regiões do país, não dispõe de câmeras de segurança ou de drones de monitoramento contínuo, o que permite a fragilidade dessas áreas à criminalidade.

Por conseguinte, a negligência do Estado diante a tal problemática, resulta à permanência do impasse. A esse respeito, Michel Foucault, com a teoria “Pan-óptico”, ressalta a importância da vigilância para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos, uma vez que a ideia de observação e a posterior punição para atos imorais evitariam tal ocorrência. Nesse intérim, a não atuação do Estado no monitoramento, controle e correção comportamental dos cidadãos, permitirá que o país enfrente longos conflitos a respeito da segurança.

Portanto, é mister a garantia dos direitos previstos na Carta Magma. O Governo Federal deve, investir nos recursos tecnológicos de segurança, por meio de verbas governamentais adquirir câmeras de seguranças e instalarem em todas as regiões do país, com objetivo de reduzir os índices de criminalidade através do monitoramento desse aparato tecnológico, facilitando a apreensão, a identificação e a correção dos infratores, garantindo assim os direitos universais de cada cidadão. Dessas medidas, espera-se uma redução da criminalidade por meio do uso de tecnologias.