A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 09/07/2020

No livro “1984”, escrito por George Orwell, descreve a vigilância demasiadamente dos comportamentos de cada cidadão, por meio de televisões acopladas com câmeras. Nessa ótica, essa veladura é assistida pela figura autoritária e amedrentador do “Grande Irmão”, visivelmente, a ditadura velada do totalitarismo. De modo análogo, na atualidade, é perceptível essa realidade quando o assunto permeia o uso da tecnologia no combate à criminalidade, pois o cenário escasso de medidas que asseguram a privacidade do indivíduo corrobora para o controle e manipulação em massa, o qual distancia do objetivo principal: redução do crime.

É lícito pontuar, de início, a taxa crescente da marginalidade nos últimos anos, por conta disso os órgãos responsáveis pela segurança da nação tem adotado métodos para diminuir o progresso de delitos com o auxílio da tecnologia. Sob o mesmo ponto de vista, a jornalista Sandra Bridi na reportagem “Xangai”, transmitida pelo Fantástico, exemplifica o reconhecimento facial utilizado naquele país ao explanar o caso da identificação, em frações de segundos, de um criminoso que participava de um determinado show, o qual é visível os avanços tecnológicos para este cenário. Todavia, pautados no discurso de segurança o Partido Comunista da China perpetua o controle absoluto da população, mediante essa alta vigilância. Indubitavelmente, mutilando a privacidade, direito humano fundamental, ao utilizar dados pessoais com a oratória da pseudosegurança.

Ademais, a falta de sanções que promovam a proteção de informações particulares propicia o medo da ditadura encafuada. Inquestionavelmente, no documentário “Snowden: herói ou traidor” revelou a espionagem clandestina que os EUA promoviam pela internet, com o intuito de controle econômico, político e militar, o qual esclareceu a soberania em detrimento do privado. Pontuado isso, o combate à criminalidade com o auxílio da tecnologia através de câmeras, drones e banco de dados sem as devidas leis protetivas é um retrocesso na história.

Urge, portanto, a necessidade de medidas que otimizem o uso de meios tecnológicos para minimizar a marginalidade. Cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública juntamente com o Poder Legislativo estatuir leis eletrônicas de preservação das informações pessoais, a exemplo do Uruguai. Além de estabelecer sanções aos infratores que utilizarem esses dados demasiadamente, a fim de promover a segurança de uma possível manipulação em massa. Outrossim, o Governo deveria destinar verbas aos núcleos de pesquisas para que possam desenvolver recursos avançados que some no combate à criminalidade. Somente, assim, a tecnologia não será um meio anti-democrático ilustrado pelo Grande Irmão, mas sim um aliado da população.