A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 24/08/2020

No documentário “Don’t f**k with cats”, ocorre a abordagem sobre um grupo de pessoas que, por meio da Internet, conseguiram localizar um assassino e, dessa forma, auxiliar no encarceramento dele. Fora do campo cinematográfico, a população brasileira também é, infelizmente, exposta a diversos crimes - como roubos, homicídios, sequestros - que amedrontam cidadãos. Nesse viés, a tecnologia é uma grande aliada às forças policiais no combate à criminalidade, porém, ainda assim, nem todo o país conta com sua utilização.

Em primeira análise, a tecnologia facilita investigações policiais. A terceira revolução industrial foi marcada pelo investimento em informática, eletrônica e robótica, o que resultou na criação de aparatos como câmeras filmadoras, alarmes, drones e, até mesmo, sistemas de reconhecimento facial. Tais inovações, atualmente, são úteis para a garantia da segurança pública - direito garantido pela Constituição de 1988,  visto que auxiliam e dão agilidade às guardas policiais. Um exemplo disso é a implantação de tais modernizações pelo Governo de Salvador durante o carnaval, com o objetivo de encontrar fugitivos e detectar possíveis violações entre foliões.

Em segunda análise, apesar de úteis, essas tecnologias não são implantadas em todo o território brasileiro. De acordo com Thomas Hobbes, o homem, em seu estado de natureza, tende a causar o caos e, assim, prejudicar aqueles que estão ao seu redor. Essa teoria mostra que infrações podem ocorrer em qualquer local em que exista a presença de indivíduos, porém nem todos os municípios contam com tais progressos tecnológicos no campo da segurança, estando presentes apenas em grandes cidades, para onde a maioria dos investimentos estatais vão. Esse panorama é comprovado por dados do Atlas da Violência de 2019, o qual afirma que a violência aumentou em cidades pequenas e médias e diminuiu apenas em cidades grandes.

Desse modo, medidas são necessárias para que haja a melhora da problemática. Em primeiro lugar, cabe ao Ministério da Segurança e às prefeituras de cada cidade a destinação de verbas para a implantação de equipamentos que sirvam como instrumentos de trabalho de grupos que atuam com o objetivo de garantir o direito constitucional da proteção daqueles que estão expostos às criminalidades. Ademais, é necessária a contratação de equipes qualificadas a manter essas tecnologias funcionando. Dessa forma, a população brasileira será menos negligenciada e o caos, exposto por Hobbes, não fará tantas vítimas.