A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 29/08/2020
A revolução tecnológica, que ocorreu no fim do século passado, modificou sobremaneira as práticas sociais contemporâneas. É nesse contexto de intensa inovação que se tem utilizado as novas tecnologias no combate à criminalidade no Brasil, as quais, mesmo que auxiliem na redução da violência, não são eficientemente implantadas no país devido, a escassez de investimento governamental e a desarticulação no setor de segurança pública nacional.
Diante disso, é indubitável que o descaso público frequente com os setores de prevenção de crimes pelo uso de tecnologias no Brasil esteja entre as causas dessas problemáticas. De acordo com a ONG Safernet e dados das Secretarias de Segurança Pública estaduais, o país carece de equipamentos tecnológicos, como câmeras, sistemas de identificação e plataformas de compilação de denúncias nos estados e municípios, o que já é uma realidade em outros países, a exemplo da Inglaterra.
Outrossim, a desarticulação recorrente das instituições de segurança no país agrava tal quadro. Segundo o Ministério da Justiça, não há no Brasil uma agência integrada de combate ao crime que use as informações adquiridas pelos recursos tecnológicos a nível nacional.
Dessa forma, urge que o Estado brasileiro tome medidas diligentes que assegurem a implantação efetiva das tecnologias para combater a criminalidade no país. Destarte, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, por meio de auditoriais e planos diretores de curto de médio prazos, cobrar dos estados a aquisição e a manutenção, mediante protocolo, de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, como as câmeras e as plataformas de compilação das denúncias nas cidades, a fim de garantir o uso adequado desses recursos e reduzir a criminalidade urbana.