A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 31/08/2020
Teoricamente, a segurança de cada cidadão é responsabilidade do Estado, porém num país onde o número de infrações é tão elevado, as pessoas vêem na tecnologia uma maneira de se protegerem. No entanto, a falta de informação sobre os equipamentos e os altos custos para instalação dos mesmos dificultam a implementação de tecnologia no combate à criminalidade no Brasil.
Em primeiro plano, para que não haja nenhum tipo de invasão de privacidade ou falsa sensação de segurança, é necessário se informar antes de instalar qualquer tipo de ferramenta. Nesse sentido, cabe destacar que um exemplo disso são as câmeras de segurança comuns, que precisam ser devidamente configuradas com senha, caso contrário, qualquer pessoa pode ver o que está sendo gravado. De acordo com Zygmunt Bauman, filósofo polonês, o modo como reagimos ao problema é o que determinará se será resolvido ou não. Portanto a implementação de tecnologia com o objetivo de diminuir a criminalidade é perfeitamente possível desde que feita da maneira correta.
Ademais, o alto custo dos serviços privados de segurança faz com que a maioria da população não tenha acesso aos mesmos. Sob esse panorama, cabe destacar o sociólogo e ativista Hebert José de Souza que acredita que um país não muda pela sua economia, política ou até ciência, e sim pela sua cultura. Ou seja, o investimento em segurança por meios tecnológicos, precisa ser naturalmente valorizado pelo brasileiro em detrimento de outras áreas menos necessárias.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se discutir o uso da tecnologia no combate à criminalidade. Primeiramente, o Governo Municipal de cada cidade pode realizar campanhas publicitárias e distribuir papéis explicativos sobre os cuidados com o uso da tecnologia em casa, além de explicitar a necessidade de uma equipe profissional para realizar a instalação dos equipamentos para que realmente haja segurança. Além disso, a mídia, afim de facilitar o trabalho do governo, pode denunciar os casos de invasão de privacidade por causa de equipamentos mal instalados, por meio de ficções. Só assim será possível ultrapassar antigos paradigmas e combater a criminalidade por meio da tecnologia.