A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 31/08/2020
O desenvolvimento científico e tecnológico, ocorrido principalmente a partir da segunda metade do século XX, gerou grandes transformações também no meio da segurança pública. Nesse sentido, o combate à criminalidade é dinamizado com os novos equipamentos advindos da evolução tecnológica recente, os quais possibilitam uma maior sensação de proteção à sociedade. Entretanto, no Brasil hodierno, o acesso a esses novos equipamentos é dificultado pela disparidade socioeconômica do país e pela falta de efetividade do Estado no setor.
Primeiramente, deve-se destacar que a acentuada desigualdade de renda no território nacional é contínua e gera cenários totalmente diversos na questão da segurança pública. Isso é prejudicial, pois a aquisição de equipamentos de vigilância como câmeras e alarmes por parte da população de baixa renda é inviável, visto que possuem um preço elevado. Ademais, uma grande dessemelhança econômica tem impactos diretos na área da violência urbana, causando índices maiores de criminalidade, principalmente em zonas periféricas. Diante desse quadro, observa-se que a acentuada disparidade econômica é um entrave para uma sociedade mais pacífica e democrática.
Outrossim, a inócua ação estatal para fomentar o uso de tecnologias avançadas como política pública no enfrentamento à criminalidade urbana e rural resulta em uma sociedade mais violenta e um Estado pouco atuante e precário na segurança da população. Isso está diretamente ligado ao fato do valor orçamentário ser insuficiente, além do alto grau de corrupção no setor. Segundo o site Gazeta do Povo, o orçamento federal de 2020 para a segurança pública é de R$ 11,1 bilhões, todavia, somente 26,5% (R$ 2,94 bilhões) são para despesas não obrigatórias, as quais enquadram os investimentos em equipamentos modernos. Logo, fica exposto que a ineficácia do Governo atrelada à corrupção e ao baixo orçamento causam extremos impactos negativos ao setor da segurança e medidas de modernização são necessárias.
Portanto, é possível verificar que as dificuldades acerca do uso da tecnologia no combate ao crime persiste e é crescente no Brasil. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública siga uma política pública altamente técnica e criteriosa, a qual dialogue com as diversas realidades da sociedade com o objetivo de maximizar os recursos investidos para potencializar o uso de tecnologias de ponta na proteção dos cidadãos e sobrepujar as dificuldades impostas pela enorme desigualdade social no país. Também se faz imprescindível que a mídia pratique um jornalismo íntegro e livre, o qual denuncie possíveis irregularidades e desvios com o propósito de alertar a população. Somente assim, um índice baixo de violência e criminalidade poderá ser alcançado na sociedade.