A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 31/08/2020
Durante a Terceira Revolução Industrial, iniciada no séc. XX, houve uma série de descobertas no campo tecnológico que contribuíram para a melhoria da qualidade da vida humana. Com a evolução dessas descobertas, a tecnologia passou, em partes, a ser aliada no combate a criminalidade. Porém, as novas tecnologias não são completamente eficientes no Brasil devido à falta de investimento e a inaptidão do setor de segurança.
Em primeiro plano, o baixo valor investido no setor tecnológico de segurança contribui para sua ineficiência. Prova disso, segundo levantamento feito pelo Globo é que, em 2014, o investimento em inteligência e informação representou 1,1% do orçamento da segurança nos estados, índice que caiu para 0,54% três anos depois. No mesmo intervalo de tempo, os homicídios passaram de 59,7 mil para 63,8 mil. Fica explícito, portanto, que a escassez de investimento leva ao sucateamento de tecnologias que poderiam ser eficientes.
Além disso, a inaptidão do setor de segurança é outro motivador do mau uso das tecnologias no combate a criminalidade. Comprovando isso, o Ministério da Justiça revela que não há, no Brasil, uma agência integrada de combate ao crime que use as informações adquiridas pelos recursos tecnológicos a nível nacional. Com base nessa informação, nota-se que a falta de integração necessária para a implantação de ferramentas que poderiam auxiliar o trabalho policial faz-se ausente.
Dessa forma, faz-se necessário que o Estado tome providências que garantam a implantação e uso efetivo das tecnologias para combater a criminalidade no Brasil. Assim, a Secretaria Nacional da Segurança Pública deve incentivar, nos estados, a aquisição e a manutenção de equipamentos, como câmeras, por meio da melhor distribuição da verba destinada à segurança. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve estabelecer uma agência a nível nacional de combate ao crime que use as informações adquiridas pelos recursos tecnológicos. Por fim, somente com essas medidas o bom uso da tecnologia no combate ao crime deixará de ser utópico no Brasil.