A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 31/08/2020

Ao longo dos anos, a tecnologia foi implantada em várias profissões como na medicina. Tendo a cada ano mais inovações tornando-se uma forte arma contra a criminalidade. No Brasil, muitos crimes deixaram de ter a investigação concluída por falta de dados, sendo necessário um maior investimento tecnológico no país.

Primeiramente, a justiça brasileira possuía crimes sem resolução muitas vezes por falta de provas ou dados genéticos. Logo, em 2019 a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos ( RIBPG ) foi fortalecida com uma meta de 65 mil novos criminosos a serem registrados, mas na prática foram mais de 67 mil novos registros, contribuindo para a solução de diversos crimes como o caso de Rachel Genofre, onde o homem responsável pelo estupro e assassinato da menina de 9 anos foi preso onze anos após o crime. Assim, é notório que os crimes sem resolução teram a investigação finalizada com mais rapidez e objetividade.

Além disso, os investimentos para novas tecnologias tem um valor muito distante do que realmente é investido atrapalhando o combate ao crime. Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento ( BID ), o Brasil deveria investir cerca de R$ 7,4 bilhões por ano para prevenir em até sete vezes os gastos com a repressão á criminalidade. No entanto, os valores investidos são muito menores, como em 2014 onde foram investidos apenas R$2,4 bilhões. Assim, fica claro a necessidade de um maior investimento de prevenções ao crime.

Portanto, os investimentos em novas tecnologias para o combate a criminalidade torna-se muito necessário no país. Sendo assim, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Justiça e Segurança Pública em, parceria com as prefeituras, para que haja um maior investimento em prevenções e planos para que a tecnologia ande lado a lado ao combate ao crime tornando os resultados realmente eficientes. Somente quando essas iniciativas forem tomadas, a tecnologia será mais eficaz em relação ao combate à criminalidade.