A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 31/08/2020

A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) no ano passado se tornou um projeto estratégico do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), essa Rede Integrada é formada, também, pelo banco de dados da Polícia Federal, assim facilitando a identificação dos criminosos, em especial dos assassinos. Esse fato foi possível apenas pelo uso da tecnologia como uma aliada na resolução de crimes. Nessa perspectiva, torna-se viável o uso da mesma para o combate à criminalidade, entretanto a falta de recursos concedidos pelo governo e o frequente roubo de dados dos usuários por hackers são impasses para tais medidas preventivas.

Em primeiro plano, a falta de recursos governamentais concebidos dificulta a inserção tecnológica como meio preventivo e facilitador de resolução de crimes. Prova disso, é que anualmente o Brasil investe cerca de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) na área de Segurança Pública, dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Contudo, esse valor não supre as totais necessidades do país, visto que a grande maioria é destinado ao cuidado de presídios e instituições para menores delitos, assim sobrando pouco para efetuar os projetos que incluem a tecnologia como aliada no processo de identificação do criminoso. Nesse sentido, percebe-se que precisa ser feita uma divisão mais justa perante todos os gastos para com a segurança da população.

Outrossim, o frequente roubo de dados dos usuários por hackers deixa os indivíduos incertos e inseguros quanto a eficácia dos sistemas modernos de segurança. Segundo a CNN Brasil, nesse ano em meio à pandemia os casos de informações roubadas pelas ações de hacker subiram 108%, fato muito preocupante, já que justamente nesse período a população está mais dependente dos meios tecnológicos. Dessa forma, grande da parcela da população se sente intimidade em adotar os mecanismos de segurança que possuem acesso a todas as informações do cliente, pois podem facilmente sofrer de golpes. Dessa maneira, a privacidade dos usuários é constantemente questionada e essa situação precisa ser revertida para que mais pessoas adotem esses meios de segurança.

Portanto, é perceptível que a tecnologia auxilia e muito no combate à criminalidade, mas essa ainda não foi inserida com eficácia, devido a falta de recursos e a insegurança populacional com os roubos de dados. Nesse sentido, cabe ao MJSP em parceria com a Polícia Federal instituírem projetos que elaborem uma melhor distribuição de gastos perante a segurança pública, a fim de aumentar os investimentos em tecnologia nesse meio. Ademais, os sites que usam os dados dos usuários deveriam melhorar suas plataformas contra roubos de dados. Somente dessa forma a tecnologia poderá auxiliar na diminuição da criminalidade e na identificação dos delitos.