A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 01/09/2020

“Anon’’, filme britânico lançado pela plataforma Netflix, retrata uma sociedade futurista aonde não existe privacidade, as vidas são completamente transparentes e controladas pelas autoridades fazendo com que o crime seja inexistente. Fora das telas, é evidente que a tecnologia é uma grande aliada ao combate da criminalidade. No entanto, a falta de investimento em avanços tecnológicos e a falta de especialização da polícia faz com que a segurança pública do Brasil seja falha.

Primeiramente, o emprego de capital ausente faz com que o país não se desenvolva tecnologicamente dificultando o combate ao crime. Prova disso é que, segundo a plataforma digital “CanalTech’’, as altas taxas de criminalidade estão diretamente ligadas a falta de estratégia, má qualidade do investimento e falta de inteligência no combate dessas infrações. Nesse sentido, é certo que em nosso país há uma negligência acerca da tecnologia, diferente de outros países, como a China que possui um sistema de reconhecimento facial que ajuda a segurança pública se tornar cada vez mais efetiva.

Além disso, a falta de especialização em tecnologia por parte dos policiais também dificulta a aplicação dela no país. Prova disso é que, segundo Robert Muggah, especialista em segurança e desenvolvimento, a polícia precisa estabelecer metas rígidas, passar por avaliações e ficar ciente das implicações da tecnologia nas despesas operacionais para o sucesso da aplicação de novos aparatos tecnológicos. Nesse sentido, além de investimento em tecnologia, o Brasil também necessita investir em cursos de especialização para os policiais, tornando-os capacitados para o uso da tecnologia no trabalho.

Portanto, pode-se perceber que a ausência de investimento em aparatos tecnológicos e a falta de especialização da polícia são empecilhos para o uso da tecnologia no combate à criminalidade. Nesse sentido cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações investir cada vez mais em tecnologia, assim como fiscalizar o uso desse capital, evitando casos de corrupções. Além disso, cabe também ao Ministério da Justiça e Segurança Pública promover cursos de especialização aos policiais sobre o uso da tecnologia nesse âmbito. Somente desse modo, as taxas de criminalidade irão diminuir gradativamente.