A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 01/09/2020

O filme “2001- uma odisseia no espaço”, de 1968, dirigido pelo Stanley Kubrick é baseado na ideia que em 2001 tecnologias de alta qualidade estariam presentes em nossas vidas. Hodiernamente, vimos a ficção se tornar realidade, e hoje usamos essas ciências avançadas em nosso favor, como no combate à criminalidade, e no Brasil não seria diferente. Nesse sentido, o uso das tecnologias no combate à criminalidade no Brasil facilita as investigações e o controle dos crimes, contudo, se usada de modo errado compromete a privacidade dos cidadãos.

Primeiramente, as inovações científicas em prol do combate à criminalidade são vantajosas pois facilitam as investigações e o controle dos crimes. Como prova disso, temos a região de Canoas no Rio Grande do Sul que disponibiliza de grupos de WhatsApp monitorados por guardas municipais, usado para passar informações e avisos para ajudar no controle dos crimes na região. Ademais, muitos outros municípios e estados utilizam de softwares big data, que relacionam as atividades das redes sociais abertas, câmeras de vídeo e drones para identificas e investigar criminosos. Com isso, as tecnologias certamente trazem vantagens para investigação e controle da criminalidade no país.

No entanto, apesar de trazerem grande auxilio no combate à criminalidade, se usadas de forma indevida, essas tecnologias comprometem a privacidade dos cidadãos. Para comprovar esse fato, muitas vezes empresas de tecnologia são contratadas para fazer investigações e buscarem informações privadas e pessoais da população, o que certamente ultrapassa os limites da constituição que garante privacidade para todos. Dessa forma, ao acessarem as informações intimas e confidenciais dos cidadãos, as tecnologias deixam de serem usadas em favor do combate à criminalidade e, sem dúvida, passam a comprometer a privacidade dos indivíduos.

Portanto, percebe-se que a tecnologia naturalmente traz benefícios ao combate à criminalidade facilitando as investigações e o controle dos criminosos, porém, se usada da forma errada invade a privacidade dos cidadãos. Logo, cabe as Secretarias Públicas que sigam o exemplo de Canoas e implantem em cada estado um sistema que possibilite que a população passe informações e seja informada sobre os acontecimentos para o combate aos crimes. Outrossim, cabe ao poder Legislativo atualizar e deixar mais eficazes as leis que garantem que a privacidade de cada indivíduo não seja violada, para que desse modo, a tecnologia seja usada cada vez mais no combate à criminalidade no Brasil.