A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 01/09/2020
No período colonial brasileiro, crimes eram cometidos frequentemente, como assaltos, assassinatos, sequestros, entre outros, sendo que geralmente não havia nenhum tipo de supervisão e punições. Atualmente, com o avanço tecnológico, objetos como câmeras, alarmes e portarias com senhas auxiliam o combate ao crime. Porém, o alto custo desses produtos aliado à falta de conhecimento sobre defesa do próprio terreno acarretam às elevadas taxas de crime no Brasil.
Em primeiro plano, a inacessibilidade dos itens de segurança faz com que a diminuição da criminalidade em território brasileiro seja atrasada. Em prova disso, o preço médio a se pagar pela instalação e mão de obra de quatro câmeras de segurança é de R$2.037,00, segundo o site “Habitissimo”. Com base no exposto, fica evidente que o alto custo para ter um sistema de segurança funcional faz com que seja mais difícil esse combate, já que esse preço corresponde a quase dois salários mínimos no Brasil.
Ademais, a ausência de conhecimento de como preparar o território contra possíveis invasores prejudica a luta contra a criminalidade. Diante desse fato, conforme o Infocrim, entre os anos de 2014 e 2018, mais de 60 mil residências foram furtadas ou roubadas no estado de São Paulo, sendo que grande parte dos infratores não são identificados. Apoiando-se nisso, fica claro que o despreparo em relação à proteção territorial ocasiona na facilidade de criminosos invadirem as terras alheias e saírem ilesos.
Percebe-se, portanto, que a inacessibilidade de sistemas de segurança adequados atrelado à incapacidade de grande parcela da população de defender seu terreno favorece a criminalidade brasileira. Logo, para que essa problemática seja resolvida é necessário que haja uma diminuição nos impostos acerca de produtos direcionados à defesa de bens. Além disso, é preciso que o MEC introduza conteúdos no currículo escolar a fim de conscientizar a sociedade sobre a importância do preparo contra infratores. Se essas medidas forem adotadas, talvez em um futuro próximo o Brasil será um país com menores taxas de criminalidade.