A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 01/09/2020
A Constituição Federal de 1988, o mais alto padrão do ordenamento jurídico brasileiro que garante segurança e bem-estar social. No entanto, a persistência de processos criminais e a falta de recursos técnicos eficazes indicam que os indivíduos ainda não experimentaram este direito na prática. Com efeito, um diálogo entre a sociedade e o Estado sobre o uso da tecnologia na luta contra o crime é uma medida necessária.
À princípio, é inegável que a pobreza é um fator relacionado ao crime sistêmico. Tamanho fato ocorre entre facções marginais, especialmente em lugares onde a desigualdade socioeconômica é alta. Visto que reduz a ligação entre os pais e sua distância de trabalho é muito longa, prejudica a forma como a família herda a vida social. Diante disso, o médico Drauzio Varella declara que o desenvolvimento de infrações no país está ligado ao processo de “desestruturação doméstica”. Segundo ele, um dos principais motivos para essa situação é que as crianças sofrem violência e falta de afeto, sem restrições na adolescência. Portanto, não é compreensível que a população ignore as ligações familiares.
No entanto, a falha do país e a falta de recursos técnicos abrangentes dificultam a solução desse empecilho. Nesse sentido, Michel Foucault utilizou a teoria do “Pan-óptico” para enfatizar a vigilância da administração do comportamento moral pessoal, pois a observação da conduta antiética e a posterior punição irá prevenir tal ocorrência. Esse problema tem um perfil especial no Brasil, pois além de cobrir as áreas difíceis desse vasto território, o país quase não tem recursos financeiros para segurança. Assim, enquanto o Estado não intervir na vigilância e controle, a segurança fragilizada e falta de bem-estar social continuarão sendo um problema.
Portanto, é essencial proteger os direitos estipulados na Constituição. Primeiramente, o governo deve expandir os programas escolares e comunitários para grupos de baixa renda para garantir a inclusão de indivíduos que carecem de educação moral para seus familiares. Além disso, o Ministério da Tecnologia e Segurança deve promover a integração da segurança pública baseada em sistemas inteligentes que monitoram principalmente os locais com os maiores índices de delitos. Só assim o crime sistêmico deixará de ser um transtorno para a sociedade.