A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 01/09/2020

A obra “1984” do escritor George Orwell apresenta uma sociedade fictícia que é monitorada 24 horas pelo governo. Fora da ficção, hodiernamente, o Brasil vem demostrando essa realidade, com a implantação de novos sistemas de segurança. Visto isso, a falta de privacidade e as possíveis falhas dos objetos eletrônicos são questões a serem refletidas.

Em primeiro plano, a diminuição da privacidade é um problema a ser pensado. Exemplo disso, é o livro de George Orwell, nele o autor conclui que o aumento das taxas de vigilância gera um autoritarismo dos poderes públicos sobre as pessoas. Na realidade, isso se concretiza quando, há coleta de dados privados de usuários de determinados sites ou até mesmo de grandes empresas de marketing digital. Pensando nisso, essa carência de intimidade fere as bases de uma democracia, em que, todos tem direito a liberdade individual.

Outrossim, no Brasil é comum o uso de tornozeleiras eletrônicas, para monitoriamento de detentos.Porém,deve-se lembrar que objetos tecnológicos podem apresentar falhas e outros problemas de gestão. Exemplo disso, foi o acontecido no estado do Rio Grande do Sul em 2019, o estado identificou falhas no novo sistema de tornozeleiras, deixando 815 criminosos sem supervisão policial. Visto isso, um pequeno erro já pode gerar um grande perigo no meio social e urbano.

Por fim, é possível concluir, que a tecnologia precisa ser aprimorada e repensada para combater efetivamente a criminalidade. Portanto, cabe ao Poder Legislativo reforçar as leis de liberdade e privacidade pessoal, aplicando penas para os infratores. Além disso, o Ministério da Justiça, juntamente com as delegacias de Policia dos estados, deve fiscalizar e consertar rapidamente eventuais erros nos sistemas de monitoriamento, prevenindo possíveis danos a população. Quem sabe, assim, a obra “1984” será apenas uma ficção.