A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 12/09/2020
O sétimo filme da franquia “Velozes e Furiosos” mostra uma tecnologia denominada “Olho de Deus” que permite a quem possuí-lo localizar qualquer pessoa em qualquer local do globo através de uma rede de monitoramento e satélites. Não muito distante da ficção, nos dias de hoje, os sistemas segurança, monitoramento e alarme estão se modernizando e sendo cada vez mais usados no combate à criminalidade. Faz-se imprescindível, portanto, o debate acerca de tal uso e suas consequências.
Em primeiro plano, urge analisar o conceito de heteronomia proposto pelo filósofo Immanuel Kant, que diz respeito a sujeição do indivíduo à vontade de terceiros ou de uma coletividade, se opondo a autonomia. Nessa lógica, o indivíduo deixa de cometer um delito apenas por estar sendo vigiado e ter medo ou vergonha da punição e não necessariamente por entender que é errado. Dessa forma, entende-se que o uso de sistemas tecnológicos na promoção da segurança não torna os indivíduos conscientes, devendo ser, portanto, usado como aliado a campanhas informativas e políticas educacionais de redução da violência.
Outrossim, é válido ressaltar que, de acordo dados de 2018 da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o 9º país mais violento do mundo. Infere-se então que o uso da tecnologia como auxiliar em ações policiais poderia minimizar os confrontos armados e diminuir a taxa de impunidade de pessoas que cometem crimes mas não são identificadas e julgadas, aumentando a segurança dos cidadãos. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração de tal cenário através de investimentos tecnológicos.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, cabe ao Governo Federal, através do Ministério de Segurança Pública, propor um plano de implementação de redes de monitoramento e segurança nas cidades que apresentem as maiores taxas de criminalidade de acordo com o Mapa da Violência. Não obstante, cabe também a ação da grande mídia no sentido de veicular campanhas midiáticas que incentivem a paz e o fim da criminalidade. Espera-se, com estas ações, que a tecnologia seja aliada no combate à criminalidade e acarrete a melhora do bem estar social.