A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 30/09/2020

Em " O Auto da Barca do Inferno “, Gil Vicente, pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere ao combate à criminalidade tecnológica.

Nesse contexto, torna-se evidente como causas, a falta de recursos e a insuficiência legislativa.

Em primeira análise, a falta de recursos caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo Zygmunt Bauman, a liquidez da sociedade moderna se pauta no imediatismo. De acordo com a perspectiva do sociólogo, a velocidade que caracteriza a cultura atual configura-se como um grave problema que atinge diversas áreas da ação humana. Tal imediatismo, está presente na base do combate à criminalidade tecnológica, e gera como consequência, a dificuldade de intervir em um problema como esse, sem agir em sua base sociocultural. Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário.

Portanto, é preciso que o Estado, em parceria com a Segurança do Trabalho, produzam campanhas que alertem a população sobre as consequências da falsa sensação de segurança. Tais eventos podem circular em mídias de grande acesso, como televisões e internet, nas quais atores e atrizes conhecidos alertem sobre como essa mentalidade impede a resolução do combate.

Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.