A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 30/09/2020
De acordo com o historiador Arnold Toynbee, “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”. Tal pensamento se assemelha ao cenário atual na questão da tecnologia no combate à criminalidade, pois essa modernização contribui em muitos aspectos acerca dos delitos, mas também enfrenta impasses. Nesse contexto, observa-se que tal cenário é maléfico devido à má qualidade do investimento de recursos tecnológicos, bem como a falta de capacitação de policiais com tais modernidades.
Em primeira vista, cabe salientar que a má qualidade do investimento de recursos tecnológicos é uma causa latente do problema. O baixo investimento no setor da segurança impossibilita a compra de recursos com alta tecnologia, mas possibilita a consolidação e expansão do crime organizado em todo o território do país. Por exemplo, no Brasil, segundo dados do relatório produzido pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, o país gasta 2,29% do PIB em segurança, seja pública ou privada. Assim sendo, observa-se que é necessário aumentar o investimento de recursos tecnológicos para melhorar a segurança na sociedade.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de capacitação de policiais com tais modernidades. As tecnologias estão cada vez mais importantes e presentes na sociedade, e essa modernização facilitará certos trabalhos do policial. Por isso é necessário a qualificação do profissional para agilizar as ações e não ocorrer erros que podem prejudicar a resolução dos crimes. Conforme o escritor Alemão Goethe, “Não existe nada mais assustador que a ignorância em ação”. Desta maneira, constata-se que é relevante o treinamento de agentes da segurança sobre como utilizar as tecnologias que podem facilitar seu trabalho e diminuir a criminalidade.
Portanto, a fim de solucionar os impasses supracitados, fazem-se necessárias ações do Governo para garantir a efetivação das leis acerca da tecnologia no combate à criminalidade e verificação do cumprimento das mesmas, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública que deve aumentar a verba destinada a esse setor e qualificar os profissionais, por meio da criação de cursos profissionalizantes, uma vez que as tecnologias podem auxiliar na diminuição da criminalidade presentes na sociedade. Assim, possivelmente, não permaneceremos macacos na vida, como citado por Toynbee.