A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/10/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a tecnologia no combate à criminalidade demonstra-se como uma questão de injustiça, visto que o Estado carece, de maneira geral, de uma inteligência artificial de ponta, o que hodiernamente ainda não é uma realidade para todos ocasionando, desta maneira, a desestruturação da base da sociedade brasileira. Logo, esse cenário nefasto ocorre não somente em razão do alto custo para um bom investimento tecnológico, bem como do silenciamento sobre o tema em questão.
Primeiramente, é preciso salientar que, promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Outrossim, sendo considerado como um país bem desenvolvimento economicamente, segundo dados do jornal G1, torna-se coerente inferir que o sistema de segurança pública brasileira é hábil. Entretanto, essa vicissitude, na prática, é deturpada, uma vez que em razão de uma pertinente desigualdade social, a população configure-se como incapaz de se obter um aparelho eletrônico que a garanta segurança.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é falta de conhecimento populacional acerca do tema. Segundou Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, é mister que o indivíduo tenha consciência de que não basta ter um aparelho que seja usado como forma de se proteger se o supramencionado não possui conhecimentos tecnológicos para utiliza-lo da maneira correta. Diante do exposto, verifica-se uma lacuna em torno dos debates acerca do tema abordado, o que contribui com o aumento da ignorância populacional e do registro de furtos.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, urge que o Governo Federal auxilie os Estados com uma verba significativa, destinada apenas a fazer investimentos na área de segurança. Além disso, é imprescindível que o supracitado, juntamente com ONG’S e até mesmo escolas, crie um programa para se combater a criminalidade, informar a população, bem como ensinar a programar e utilizar toda a tecnologia disponível ao seu favor por meio de palestras transmitidas através das redes sociais – com o intuito de se alcançar um maior número de telespectadores – ou mesmo de um momento no período de contraturno escolar, com a presença de professores, representantes das ONG’S e profissionais da área de segurança. Com isso, a partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil melhor.