A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/10/2020
A revolução tecnológica modificou demasiado as práticas sociais contemporâneas, principalmente com o surgimento da internet, fazendo-nos ingressar de vez na era da informação. Dessa forma, é nesse contexto de constante inovação que se tem utilizado as novas tecnologias no combate a criminalidade que embora auxiliem na diminuição da violência, não são devidamente implantadas no país. Conquanto, vários desafios são implantados com essa nova forma de segurança, como a carência de investimentos governamentais e a desarticulação no setor de segurança pública nacional. Nessa perspectiva, esses desafios que geram insegurança perante a população devem ser superados de imediato.
Primeiramente, é evidente que a tecnologia auxilia policiais de forma positiva na resolução de diversos casos criminais, mas com o descaso por parte do governo diante a essa nova forma de prevenção, o uso dessa arma de combate a criminalidade acaba se tornando uma problemática. De acordo com a ONG safernet e dados das secretarias de segurança pública estadual, o Brasil carece de equipamentos tecnológicos, como sistemas de identificação, câmeras e plataformas de compilação de denúncias em estados e municípios, o que já não é novidade em outros países. Diante do exposto, é evidente que a falta de interesse governamental é um fator prejudicial nessa coletânea.
Em segundo plano, outro problema visto é a desarticulação no setor de segurança pública com frequência, agravando ainda mais o quadro. Segundo noticias do site GaúchaZH, um dos principais estados que tem aplicado novas formais tecnológicas no combate à criminalidade é Santa Catarina. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, públicas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, está em um dos momentos mais seguros com a queda constante dos índices de violência nos últimos 25 anos, decaindo também a taxa de homicídios em quase 70 anos, pois a segurança pública se tornou uma ciência de prevenção.
Dessa forma, é necessário que o ministério da justiça juntamente com a segurança pública assegurem a implantação efetiva da tecnologia para combater a criminalidade por meia de leis e planos diretores, que servirão para cobrar dos estados a implantação e manutenção de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, a fim de garantir o uso correto desses recursos e reduzir a criminalidade urbana. Por fim, as secretarias estaduais e municipais de segurança pública devem desenvolver ferramentas que admitem a maior cooperação entre os agentes da lei, tudo isso para que a tecnologia seja inserida para combater casos criminais.