A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/10/2020
Em meados do século XX, após a Guerra Fria, acarretaram enormes tendências ao aprimoramento tecnológico, e com esse avanço surgiram novas possibilidades para o mundo contemporâneo. Nesse contexto, atualmente, o uso da tecnologia no combate à criminalidade, como câmeras de vigilâncias e alarmes, demonstra resultados positivos e promissores, sendo um dos fatores essenciais ao auxílio policial na busca e apreensão. Entretanto, ainda existem impasses para a implementação desses recursos em massa como a falta de investimentos na área e à falsa sensação de segurança que o uso exclusivo de aparelhos de vigilância pode causar nas pessoas.
Mormente, cabe abordar a escassez de investimentos, por parte do Governo, para a massificação de recursos tecnológicos avançados para o combate ao crime, resulta em brechas para instabilidade de segurança da população. Segundo o Contrato Social, o proposto pelo contratualista Jonh Locke, é dever do Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. Nesse raciocínio, uma vez que o Governo falha em atender às necessidades do povo, como investir na intensificação de instalação de equipamentos tecnológicos em prol da segurança pública, os policiais não terão máxima eficiência em garantir um ambiente público seguro, logo, representando um perigo à sociedade.
Ademais, vale salientar que a falsa sensação de segurança proporcionada, muitas vezes, por aparelhos de vigilância pode gerar uma barreira para o funcionamento da monitoria policial, visto que certos civis ao saberem que estão sendo vigiados, ocasionalmente, não sentem a necessidade de denunciar um caso suspeito. Dessa forma, esse pensamento representa um empecilho para os agentes de segurança trabalharem de maneira adequada. Conforme o filósofo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. De maneira análoga, é evidente que é preciso educar a sociedade sobre como favorecer a ação dos policiais, a fim de que estes tenham um caminho livre, em conjunto com a tecnologia, para proteger a todos.
Portanto, é necessária medidas para tornar eficiente a ação da tecnologia no combate à criminalidade. Assim, é dever do Governo criar um programa chamado “Avanço e Segurança”, o qual terá função de disponibilizar verbas aos munícipios, para que estes invistam na implantação de sistemas de segurança em ambientes públicos, bem como, com o auxílio da mídia, esclarecer as pessoas que notificar os policiais, além de fornecer informações de atividades suspeitas a eles é relevante na atividade policial. Tais ações são viáveis por meio da aprovação de leis e do redirecionamento de uma parcela dos impostos para investir nessa área, visando melhorar a qualidade da segurança púbica e o trabalho de monitoria policial. Dessa forma, poderá extrair a máxima eficiência da tecnologia para bem público.