A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 30/09/2020
A série televisiva americana CSI (em português: Crime, Cena e Investigação) é famosa por demonstrar o uso de tecnologias avançadas em prol da segurança pública. De maneira análoga à ficção, a utilização dos atuais aparatos digitais para a resolução de crimes é um tema amplamente debatido. Sendo assim, é evidente que, no quesito combate à criminalidade, é necessário considerar as aplicações da tecnologia e o seu acesso.
Em primeiro lugar, é evidente que a tecnologia faz com que seja mais fácil, mais rápido e mais eficiente realizar o crime do dia a dia. Há inúmeros relatos da utilização de drones por criminosos e os smartphones e aplicativos de troca de mensagens criptografadas tem criado muita dificuldade para que a polícia monitore criminosos e quadrilha. Estes mesmos smartphones tem facilitado a comunicação dos bandidos localizados em regiões geográficas distantes em tempo real. Portando, a tecnologia pode ser usada tanto a favor, quanto contra a ilegalidade.
Outrossim, é necessário considerar que há uma significativa parte da população brasileira que não dispõe de acesso às tecnologias recentes. Nesse sentido, os dispositivos tecnológicos que combatem a criminalidade, como drones e sistemas avançados de alarmes, só serão aproveitados por uma parcela da sociedade. Isso ocorre devido às desigualdades econômicas do país e tem como consequência a vulnerabilidade ao crime da população sem acesso à proteção tecnológica.
Destarte, alterações precisam ser feitas nesse cenário visando sua plena eficiência. Sendo assim, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, canalize subsídios para a pesquisa e desenvolvimento de dispositivos e sistemas que combatam ativamente o crime, como o estabelecimento de mais câmeras de vigilância em locais públicos, por exemplo, a fim de que o uso da tecnologia para meios legais sobressaia o seu uso para ilegalidade. Dessa maneira, a situação vivenciada no país poderá ser visualizada na realidade de menos brasileiros.