A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 01/10/2020

A mais recente etapa do desenvolvimento da informática do Brasil teve início em 1990, em uma série de mudanças introduzidas na Política Nacional de Informática, com o intuito de adequá-la às políticas econômicas ditas “liberalizadas” de maior abertura ao mercado externo. Isto é, quase três décadas depois, o acesso a essa tecnologia aumentou, porém gerou vários problemas, como os crimes virtuais. Por isso, essas considerações se tornam relevantes para a discussão sobre a tecnologia no combate à criminalidade. Dessa forma, percebe-se que a problemática será amenizada se fatores como a demora na criminalização da internet e a falta dos investimentos em manutenção e implantação de tecnologias forem tratados como fundamentais.

A priori, torna-se imprescindível ressaltar que a prevenção no combate aos delitos praticados tardou em serem efetivados. Desse modo, torna-se pertinente relacionar com o filósofo inglês Thomas Hobbes, que em sua obra “o Leviatã” apresenta a seguinte teoria, se o homem já nasce mau, ele não sabe viver em sociedade e precisa de um Estado interventivo que dite as regras e as normas de convivência. Em suma, é perceptível que hoje, a sociedade vive o paradoxo, entre possuir uma democracia consolidada e avanços sociais, ao mesmo tempo, apresenta velhas práticas, como crimes contra honra, calúnia e racismo, agora realizados na internet devido ao alto índice do crescimento de usuários.

Do mesmo modo, é preciso afirmar que há poucos investimentos do governo nos setores de desenvolvimento, manutenção e implantação de tecnologias que auxilie na manutenção da segurança e é uma das barreiras a ser superada no Brasil. Ademais, sabe-se que existe uma elevada demanda de tecnologias para esse setor, já que o Brasil possui um vasto território e torna-se inviável a monitoramento presencial nas áreas de cidade a fim de evitar assalto. Em prova disso é que, com a implantação do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (SPIA) no Ceará, que é um sistema de monitoramento, reduziu os roubos de carros em 30%. Por conseguinte, entende-se que a capacidade dos recursos tecnológicos deve auxiliar de forma efetiva a segurança pública no país.

Portanto, a falta de orientação dos gestores quanto ao acesso à internet, tem propiciado maior exposição dos indivíduos aos criminosos, assim, faz-se necessário que seja feito a elaboração de um acordo entre o Ministério da justiça e as empresas gestoras dos sites e páginas, no qual eles se comprometam em criar canais de denúncias, um departamento de identificação criminal. Por fim, além de inibir as ações dos infratores, será possível garantir, com a utilização de sistemas tecnológicos aliados aos órgãos de segurança pública, a segurança a população brasileira.