A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 01/10/2020
Na série “Lúcifer”, é retratada a realidade de Chloe, uma detetive que atua em Los Angeles. Na trama, é possível perceber a fluidez dos casos criminais em virtude da disponibilidade tecnológica - sistemas de identificação - ofertada aos setores. Contudo, tal realidade não é similar em outros locais, como no Brasil. Nesse sentido, esse quadro defasado é persistente pois, embora as novas tecnologias auxiliem o controle da violência, a escassez de investimentos governamentais, somada à desarticulação na Segurança Pública, compromete a eficácia dos processos.
Em primeiro plano, a partir de 1970, a Revolução Técnico-Científico, ligada à globalização, contribuiu para que o mundo fosse compactado, encurtando distâncias pelos transportes e facilitando a circulação de informações. Entretanto, a formação de quadrilhas e crimes organizados foi difundida na sociedade, o que significou uma sobrecarga policial, necessitando de auxílio. Nessa perspectiva, o escasso investimento que o governo realiza na aquisição e manutenção de, por exemplo, câmeras e plataformas de denúncias, faz com que haja maior necessidade de sucatear aparelhos de segurança, intensifica a burocracia judiciária, aumenta a insegurança e provoca a impunidade.
Além dessa visão histórica, a desarticulação na segurança do país agrava o cenário. Dessa forma, apesar de poucos, há recursos que são ofertados nos mercados, mas não há agências integradas para comandar os manejos científicos. Com isso, o setor criminal não atua com total proficiência, o que demonstra fragilidade na Segurança Pública, como também desvio de verbas em prol da redução da criminalidade. Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil não possui amplas instituições que usem as informações adquiridas pelos aparelhos de seguridade. Sendo assim, mesmo implementando novos recursos, a desorganização impede a melhoria no combate à criminalidade. Isso, aliado à falta de investimentos, acarreta no retrocesso penitenciário, com prisões errôneas e elevações na violência.
Diante do exposto, medidas são necessárias para minimizar a defasagem. Logo, cabe ao Ministério da Justiça o dever de melhorar os recursos tecnológicos, por meio de leis, aprovadas pela Câmara dos Deputados, as quais disponibilizarão verbas para tecnologia, à vista de atenuar as impunidades, diminuir as incidências criminais e garantir a fluidez dos processos sem tamanhas burocracias. Ademais, compete à Segurança Pública a tarefa de reorganizar as informações, por intermédio da criação de agências integradas - as quais serão capacitadas pelo governo com base em países de primeiro mundo - que melhorem a eficiência na segurança, com o fito de avançar no manuseio dos mecanismos e, desse modo, saber aproveitar as revoluções. Assim, espera-se que a condição existente na vida de Chloe adentre à nação verde-amarela.