A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 30/09/2020
Sabe-se que durante a Guerra Fria, que teve início em 1947, houve uma acelerada evolução da tecnologia, o que fez com que novos métodos de comunicação, vigilância e segurança fossem desenvolvidos. Esse avanço tecnológico possibilitou a criação de ferramentas eficazes para o combate à criminalidade, apesar disso, a população enfrenta na vida cotidiana assaltos e muita violência. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da negligência do governo e até mesmo por causa da desigualdade social. Dessa forma, medidas são necessárias para minimizar o impasse, como o investimento em sistemas de monitoramento e na capacitação de profissionais.
Em primeira instância, é válido analisar o porquê do uso da tecnologia no combate à criminalidade ser um tema tão discutido. É notório que, sem recursos financeiros destinados a ações eficientes, a segurança do país é fraca, uma vez que o desenvolvimento de novos sistemas de monitoramento e a preparação de profissionais qualificados para combater a violência exige investimento do governo. Desse modo, é possível citar Johann Goethe que dizia que, “a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos”, ou seja, presidentes astutos para melhorar a situação do Brasil. Ademais, é evidente que a desigualdade socioeconômica é um fator de agravamento do problema da criminalidade, já que alguns indivíduos, principalmente jovens, encontram a saída da pobreza no tráfico e no crime.
Em vista disso, percebe-se as consequências desse cenário problemático. Segundo o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de homicídios no Brasil aumentou 4,2% de 2016 para 2017, chegando ao recorde de 31,6 mortes para cada 100 mil habitantes. Essa informação permite compreender o perigo a que o povo brasileiro se expõe todos os dias, presenciando roubos, contrabando de drogas e assaltos à mão armada que quando frustrados provocam muitas mortes. Assim, os indivíduos não experimentam o direito encontrado na Constituição Federal de 1988, que deveria garantir a segurança e o bem-estar social de toda a população.
Portanto, medidas são necessárias para combater o infortúnio. Logo, cabe ao governo de cada município a tarefa de investir na implantação de sistemas de monitoramento em pontos estratégicos da cidade - locais de maiores incidências criminais -, por meio de equipamentos de qualidade, a fim de utilizar corretamente a tecnologia para combater a violência. Outrossim, compete ao Ministério da Justiça e Segurança Pública o dever de ofertar cursos preparatórios, por intermédio de parcerias com profissionais da área da segurança e da tecnologia, a vista de obter pessoas capacitadas para realizar o trabalho. Assim, o direito encontrado na Constituição Federal de 1988 funcionará fora do papel.