A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/10/2020

Tido como louco, o ufanista protagonista de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra pré-modernista de Lima Barreta, tem importante legado à sociedade brasileira: é com cidadania que se resolvem as mazelas do país. É nesse contexto de intensa inovação que se tem utilizado as novas tecnologias no combate à criminalidade no Brasil, as quais, embora auxiliem na redução da violência, não são eficientemente implantadas no país devido, principalmente, a escassez de investimento governamental e a desarticulação no setor de segurança pública nacional. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover medidas preventivas ao problema social.

Todavia, como defende o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “ninguém liberta ninguém, as pessoas se libertam em comunhão”. Ou seja, mesmo que as instituições sejam arcaicas e conteudistas, para superar à criminalidade, elas são a melhor ferramenta social. Entretanto, nos atuais moldes, não promovem a construção social, o que torna possível a problemática. Por conseguinte, a inobservância do Estado reflete no aumento dos índices de criminalidade, principalmente nos grandes centros urbanos, alimentando a utopia dos sistemas de proteção.

Nesse contexto, o empresário Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”, desse modo, afirma a imprescindível participação da tecnologia no combate ao crime e no aprimoramento da segurança pública, a qual é negligenciada pelas instituições governamentais. Porém, o que se observa é um povo desconhecedor de seus direitos – a até deveres. Logo, a cultura do comodismo e passividade persevera neste país. Isso porque a sociedade pós-moderna é orientada por meio de ações e aparelhos de cunho tecnológicos e, assim, sustenta o ideário de confiabilidade em sistemas de proteção, por exemplo, câmeras e alarmes, a fim de obter uma proteção ilusória contra a criminalidade atual.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião juntamente com o  poder legislativo investir em recursos tecnológicos, como videomonitoramentos, visto que as câmeras exercem um papel fundamental para a descoberta de crimes. Nesse caso, é prudente que o Congresso Nacional, antes de qualquer licitação ou investimento, promova debates em convenções, de modo que profissionais da área da segurança e tecnologia, bem como líderes sociais, possam expor lados positivos e negativos. Somente assim será possível trilhar novos caminhos, superando todo e qualquer esgotamento.