A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 02/10/2020
Segundo Steve Jobs, magnata no setor da informática, “a tecnologia move o mundo”. Sob este viés, é possível perceber todos os benefícios que esses recursos trazem para a sociedade atual, um exemplo disso é que ela é uma grande aliada ao combate à criminalidade. No entanto, a falta de recursos para manter essa inovação e o mito de que essa tecnologia é suficiente para evitar que crimes ocorram, são alguns dos impasses que atrapalham a utilização dessa engenharia, sendo necessário mudanças para que esses impasses sejam minimizados e para que as tecnologias sejam usadas em seu maior potencial.
A priori, é necessário se ter o conhecimento que o governo não disponibiliza recursos suficientes para uma segurança pública de ponta. Câmeras de segurança nas ruas, detectores faciais e equipamentos de visão noturna seriam muitos úteis para a filmagem e detecção dos criminosos, porém muitas ruas não apresentam ao menos poste de iluminação ou asfaltamento, que são recursos básicos, muito menos essas tecnologias de última geração. Prova-se isso com o fato de que, segundo o G1, 21% das ruas brasileiras ainda não apresentam iluminação pública, e, além disso, nessas regiões são contabilizados 7% a mais no índice de criminalidade. Assim, é necessário maior investimento nesse setor, uma vez que a segurança é um direito concedido a todos na constituição brasileira.
Em segundo plano, também é importante saber que o implemento dessas tecnologias não vão extinguir a criminalidade nacional. Segundo José Américo Peixoto, subsecretario de segurança, o número de furtos e roubos diminuiu mais de 20% depois da instalação de câmeras de segurança nas ruas. Com esse dado é possível perceber que a incidência desses crimes reduziu, porem não acabou, uma vez que as pessoas vão se adaptando as situações, um exemplo é o uso de mascaras para evitar a detecção da identidade da pessoa que esta cometendo o ato criminoso. Dessa forma, é necessário o entendimento que somente essas ferramentas tecnológicas não vão acabar com o problema, é necessário consciência da população e do Estado.
Para melhorar, portanto, o uso das tecnologias em prol do combate a criminalidade, é necessário que o Ministério da Educação estimule os jovens estudantes na área eletrônica a criarem aparatos de segurança pública, oferecendo recompensações aos mesmos, com o fito de se potencializar a capacidade de evolução tecnológica aliada à redução da criminalidade, além de estar apoiando o estudo da área de segurança, incentivando a população a pesquisar mais sobre o assunto. Somente assim as ferramentas tecnológicas poderão ser aproveitadas de forma correta contra a criminalidade do Brasil, melhorando o cenário nacional.