A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 02/10/2020

O protagonista de “O Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a tecnologia no combate ao crime torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficácia das escolas ou pela corrupção, o problema exige soluções urgentes.

A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso à educação, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população sobre as inovações do sistema de proteção. Isso acontece porque o MEC não aborda o assunto na grade curricular das escolas. Como os indivíduos não são culturalizados acerca da importância e dos benefícios de tais mecanismos, não raro, veem-os como desnecessários, assim, tornam-se seres alienados sobre os meios automáticos de defesas. Destarte, nota-se uma cultura de comodismo e passividade diante do assunto.

Outrossim, vale ressaltar que, assim como na série “Vis a Vis”, a qual a protagonista descobre que para ter acesso ás câmeras da prisão precisa somente relacionar-se com os guardas, fora da ficção também é recorrente a corrupção para ter acesso aos sistemas do Estado. Logo, o problema está nas falhas humanas e na falsa sensação de segurança, geradas por pessoas que não estão habilitadas para lidar com tais ambientes. Com isso, os brasileiros os quais acreditam que os aparelhos de proteção existentes são bons o suficiente, e funcionam sozinhos, ficam á mercê da criminalidade. Por fim, esse legado de ignorância persistirá, caso não haja intervenção.

Dessa forma, cabe ao MEC- como órgão responsável por administrar a educação brasileira- realizar palestras as quais promovam um diálogo sobre a conveniência da tecnologia no ambiente defensivo. Isso se daria, por meio de projetos que abordem a importância e os obstáculos delas, a fim de diminuir os impactos negativos e o desconhecimento populacional.