A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/10/2020

A série de desenho animado francesa “As três Espiãs Demais!” retrata, em diversas cenas, as personagens principais, que trabalham como agentes secretas em uma organização de proteção humana, utilizando inúmeros equipamentos tecnológicos para desvendar casos e capturar vilões. Fora da ficção, algumas características podem ser comparadas, como o avanço da tecnologia no combate ao crime e os benefícios que ela traz. Dessa forma, é necessário entender as vantagens oferecidas pela tecnologia, bem como a carência dela no setor de segurança pública brasileiro.

Em princípio, é imprescindível compreender que a aplicação de mecanismos de proteção avançados no combate à criminalidade é de grande importância, já que, esses facilitam o trabalho investigativo em várias circunstâncias. Tal fato é corroborado por uma situação de atentado ocorrido em uma maratona de Boston, no ano de 2013, no qual, por meio de câmeras de vigilância, o FBI (“Federal Bureau of Investigation”) identificou, no mesmo dia, os culpados do crime. Desse modo, é notório o auxílio que o uso de aparelhos como câmeras, dispositivos de rastreamento e de identificação oferecem aos órgãos de segurança pública.

Entretanto, observa-se uma insuficiência de recursos tecnológicos nesse setor, mesmo tendo em consideração a serventia desses. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enquanto o Brasil dispõe de um banco de 17 mil cadastros de DNA’s, outros países, como a Inglaterra, possuem cerca de 16 milhões. Esses cadastros são fundamentais, uma vez que, quase sempre há vestígios genéticos em cenas de crimes, o que facilita a resolução dos casos. À vista disso, infere-se que há uma grande falta de investimentos em tecnologias no setor criminal brasileiro, o que faz com que esse tenha um grande atraso acerca das averiguações de delitos, e, por consequência, diminua o sentimento de segurança dos cidadãos.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Visto a importância da tecnologia no setor de segurança pública e a carência dela no Brasil, o Governo, por intermédio do MJSP juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), deve investir em dispositivos de rastreamento, câmeras com programas de identificação facial e de placas de carros, para serem dispostas por todos os municípios brasileiros e, também, realizar mais cadastros de DNA’s nos sistemas, a fim de transmitir maior segurança à sociedade. Ademais, é de suma importância a colaboração das pessoas na coleta desses dados, para que a segurança seja oferecida da melhor maneira.