A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/10/2020

A revolução tecnológica, ocorrida no século XX, principalmente como advento da internet, modificou sobremaneira as práticas sociais contemporâneas. É nesse contexto de intensa inovação que se tem utilizado as novas tecnologias no combate à criminalidade no Brasil, as quais, embora auxiliem na redução da violência, não são eficientemente implantadas no país devido, principalmente, a escassez de investimento governamental e a desarticulação no setor de segurança governamental. Tais dificuldades geram mais insegurança, necessitando ser superadas.

Diante disso, é indubitável o descaso público frequente com os setores de prevenção de crimes pelo uso de tecnologias no Brasil esteja entre as causas dessas problemáticas. De acordo com dados das Secretarias de Segurança Pública estaduais, o país carece de equipamentos tecnológicos, nos estados e municípios. Tal conjura reflete o investimento escasso que os órgãos governamentais brasileiros realizam na aquisição desses recursos preventivos o que leva ao sucateamento da aparelhagem de segurança públicas nas cidades, dificultando o monitoramento dos crimes.

Outrossim, a desarticulação decorrente das instituições de segurança no país agrava tal quadro. Segundo o Ministério da Justiça, não há no Brasil uma agência integrada de combate ao crime que use as informações adquiridas pelos recursos tecnológicos a nível nacional. Com base nessa informação, a falta de investimentos públicos para a implantação de ferramentas que poderiam auxiliar no trabalho policial se tronam mais um empecilho para que a segurança no país melhore cada vez mais.

Dessa forma, urge que o Estado tome medidas mais diligentes que assegurem a implantação efetiva das tecnologias para combater a criminalidade do país. Destarte, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, por meio de auditoriais, cobrar dos estados a aquisição de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, como câmeras e plataformas de denúncia de compilação das denúncias nas cidades, a fim de garantir o uso adequado desses recursos e reduzir a criminalidade.