A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/10/2020

Na obra “A cidade do Sol”, do escritor renascentista Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade utópica, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o descaso com a tecnologia no combate à criminalidade no Brasil, contraria a idealização formulada pelo filósofo. Nessa perspectiva, diante de uma realidade instável que mescla discussões sobre a escassez de investimentos no setor Judiciário e sobre a negligência governamental, o entrave permanece afetando grande parcela da população e exige uma reflexão imediata.

A priori, é importante destacar que a Constituição Brasileira de 1988 afirma que o Estado deve garantir a segurança e o bem-estar da população, porém percebe-se que esse dever é encontrado apenas no papel, pois diversos municípios sofrem constantemente com a elevada criminalidade nas ruas. Segundo dados divulgados pelo 11° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, o total de assalto e furtos de carros chegou a 100.000 registros. Desse modo, é necessário a quebra dessa situação que prejudica a nação brasileira.

Ademais, é válido salientar que, desde a fundação do Estado brasileiro, é ínfimo o fomento destinado à segurança da população. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016, o Brasil gasta 1,5% do PIB em segurança pública. Dessa forma, os baixos investimentos resultam na precária infraestrutura do sistema, indo desde o baixo salário dos policiais até a disponibilidade de recursos tecnológicos, dificultando a consolidação de uma sistemática eficiente de combate à criminalidade. . Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Assim, o Ministério da Segurança Pública (MSP) deve aumentar o capital destinado a compra e manutenção de utensílios tecnológicos, por meio de investimentos dos cidadãos e empresas da cidade, solicitando que câmeras sejam instaladas em pontos estratégicos das cidades, com o objetivo de combater a falta de tecnologia na área de segurança. Somente assim, notar-se-á a sociedade ideal e perfeita especificada na utopia de Campanella.