A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a precariedade da tecnologia no combate a criminalidade torna o país mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo descaso da prefeitura com o município, seja pela desigualdade social, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o falta de recursos para investir na segurança residencial limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, na prática, viver com dignidade. No livro Cidadão de papel, Gilberto Dimesntein afirma que – apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país – o Brasil ainda é negligente quando o assunto é a precariedade no incentivo a criação de um sistema de segurança residencial que abarque todas as camadas sociais por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, outro problema é o descaso da prefeitura para instalar e manter essas tecnologias, é dever do Estado garantir que os cidadãos estejam seguros como é dito na Constituição Cidadã de 1988 - “a população tem direito à segurança e liberdade”- mas ao falharem na sua parte do contrato, cabe às pessoas arcarem com os custos para se manterem protegidas. Sendo assim, ao instalarem sistemas de seguranças avançados em ruas e avenidas, as pessoas acreditam estarem protegidas da criminalidade e desprezam, por muitas vezes, os serviços dos agentes de segurança o que dificulta a segurança das cidades como um todo, visto que ao presenciarem situações de perigo, muitos não notificam a polícia por acharem que estão seguros, essa individualidade prejudica o resto da população.
Sendo assim, cabe ao Estado investir em sistemas de segurança que monitorem os locais públicos de maior movimentação e abram mais concursos públicos para policiais que patrulhem ruas e conversem com a população para que eles se sintam mais seguros. Também deve-se promover um sistema básico de segurança que possa abarcar toda a população, para aqueles interessados em utilizar tecnologias de monitoramento, a fim de que possam manter a segurança de sua residência e, consequentemente, fornecendo imagens quando necessário e atualizando os policiais da situação em que sua localidade se encontra, para que assim a tecnologia possa mover o mundo em favor dos que vivem nele.