A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do Clássico “O triste fim de Policarpo Quaresma, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil mais utópico. Entretanto, o mau uso ou a falta de tecnologia no combate à criminalidade torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela desigualdade social e pela negligência do governo na área da segurança, é um problema que afeta grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, vale destacar que uma das principais causas desse entrave é a desigualdade social. Pois, enquanto uma pequena parcela desfruta do excesso, grande parte da sociedade sofre com a falta de bens. Ou seja, ao invés de priorizar a segurança, as famílias focam nas necessidades vitais como alimentos e roupas, e assim, faltam de recursos para instalar e manter essas tecnologias.
Em segundo lugar, é de grande importância destacar a negligência do Estado e a falta integrada de recursos tecnológicos que dificulta a resolução desse impasse. A esse respeito, Michel Foucault, com a teoria do “Pan-óptico”, ressalta a importância da vigilância para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos, uma vez que a ideia de observação e a posterior punição para atos imorais resguardaria tal ocorrência. Assim como no Brasil, onde existem poucos recursos financeiros direcionados para a segurança. Nesse sentido, enquanto o Estado não atuar através do monitoramento, controle e correção comportamental dos cidadãos, o país continuará a enfrentar uma das principais características da era tecnológica: a segurança debilitada e a falta do bem-estar social.
Urge, portanto, que medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Sendo assim, cabe ao Estado investir em sistemas de segurança que monitorem os locais públicos de maior fluxo de pessoas, para que assim, as mesmas sintam-se seguras em meio a multidão. Também deve-se promover debates e palestras em locais abertos e de fácil acesso, com profissionais da área de segurança pública, para aqueles interessados em utilizar tecnologias de monitoramento em sua residência, a fim de que possam trabalhar em conjunto com a população fornecendo imagens quando necessário e atualizando os policiais da situação em que sua localidade se encontra, para que assim a tecnologia possa mover o mundo em favor dos que vivem nele.