A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico “O triste fim de Policarpo Quaresma”, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o grande descaso com a tecnologia no combate a criminalidade, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem, devido a vasta negligência por parte dos governantes. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental, seja pelo capitalismo, o entrave permanece afetando toda a população, e exige uma solução urgente.
Inicialmente, é valido pontuar que o não uso da tecnologia no combate a delinquência deve-se, principalmente, à omissão dos setores governamentais, no que concerne à gestão eficiente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Devido a essa negligência das autoridades, muitas pessoas são obrigadas a recorrer a justiça para garantir o direito do artigo 144 da Constituição Federal. Desse modo, faz-se mister a reordenação.
Em segundo lugar, é imprescindível ainda, que o capitalismo influência negativamente sobre a questão do uso da tecnologia para combater o crime. Sendo assim, pode-se afirmar que, devido ao ideal capitalista, muitas empresas do setor de segurança aumentam o preço de seus produtos numa quantia considerável, para poder assim obter mais lucro. Porém, boa parte da população brasileira não possui uma condição financeira estável, ficando a merce da segurança pública.
Em suma, é dever do Governo Federal, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, reorganizar a gestão da segurança no país para toda a população, por meio de reuniões com especialista da área, para poder assim, cumprir com o direito constitucional. Ademais, é dever das empresas de segurança rever o preço de seus produtos, por meio de uma análise, com o intuito de conseguir disponibilizar segurança para todos.