A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/10/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A tecnologia no combate à criminalidade reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciada pelo alto valor dos recursos de segurança, além da deficiência do estado público em fornecer segurança.
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, “o papel do Estado na segurança pública está em entregar toda a responsabilidade e confiar todo o poder a uma única instância, caso contrário, a desordem se instalaria em todo o sistema”. Visto isso, percebe-se o caos instaurado pela falta de segurança, decorrente da falta de câmeras e equipamentos precários que são fornecidos a polícia. Como consequência dessa falta, investigações são afetadas pela falta de recursos.
Devido a falta de suporte governamental, muitas associações de moradores, grupos ou até mesmos cidadãos comuns investem em segurança para o bairro, como câmeras e alarmes. Porém, para que esse investimento possa se tornar real, é necessário de um alto poder capital, e isso não é realidade em vários bairros de classe baixa. Evidenciando assim, a grande falta que o Estado faz em fornecer a proteção necessária à população.
Diante dos fatos mencionados, é mister que uma ação do governo federal é necessária. O Ministério da Segurança, em conjunto com delegacias e empresas de segurança, deve promover por meio de programas a entrega de recursos de segurança aos bairros que necessitam. Também é necessário a manutenção e regularização dos equipamentos policiais, as quais podem ser realizadas pelas secretárias estaduais de segurança. Espera-se, com isso, que o Brasil possa se tornar um lugar onde a tecnologia possa se tornar um benefício para a segurança de todos.