A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/10/2020

A Revolução técnico-científica iniciada no século XX, inaugurou inúmeros avanços sociais com as inovações advindas da área de telecomunicação.Contudo, mesmo que o fator tecnológico seja integrado para facilitar a resolução de problemas sociais, na atual realidade brasileira a tecnologia da informação tornou-se uma ferramenta inalcançável no combate à criminalidade ora pela escassez de capacitação para utilizar os equipamentos a favor do monitoramento preventivo,mas também pela falta de investimento público sob o mecanismo.Assim, é imprescindível a adoção de medidas para que a ciência da informação possa auxiliar de maneira eficaz no combate à criminalidade do país.

Ainda sobre essa problemática, é válido ressaltar a ineficiência governamental quanto à carência de investimentos em tecnologias de monitoramento,como câmeras, alarmes,e sistemas de reconhecimento facial, dispositivos que podem atuar em conjunto às atividades policiais para aumentar a segurança social.Sob a ótica da Constituição Federal de 1988, o Estado tem o dever de assegurar proteção pública para todo cidadão brasileiro.Todavia,a lei é corrompida pela ausência de aplicação de capital em sistemas de tecnologia que prestam assistência aos meios de vigilância e atuam no combate aos delitos, o que contrapõe a Constituição e põe em risco a segurança da população.

Outro fator relevante, é a escassez de capacitação da população para uso das tecnologias de gerenciamento que auxiliam no combate as transgressões.Consoante à pesquisa realizada pelo IBGE, 70 milhões de brasileiros são analfabetos digitais,ou seja, mais de 30% da população do país não sabe manipular equipamentos que utilizam a tecnologia da informação.Nesse cenário, uma parcela dos cidadãos não aderem aos sistemas de monitoramento digital devido à ausência de destreza para utilizar equipamentos relacionados a área da informática,o que dificulta o amparo da tecnologia em conjunto a vigilância estatal, diminuindo a ação preventiva e a defesa dos indivíduos.

Dado o exposto, medidas são necessárias para inibir esse impasse.Desse modo, o Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação, responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia,deve criar um plano de integração tecnológica para segurança social, por meio da aplicação monetária em dispositivos tecnológicos de monitoramento, bem como, câmeras, alarmes,e sistemas de reconhecimento facial.Além disso,o Ministério deve promover um plano de instrução ao uso das tecnologias, por meio da oferta de cursos e oficinas de ensino a manipulação de equipamentos tecnológicos, a fim de, em parceria com o plano de investimento público em dispositivos de monitoramento, combater o índice criminal com a assistência tecnológica e aumentar a segurança social.Dessa maneira, avanços sociais serão possíveis assim como na Revolução técnico-científica.