A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/10/2020

Novos crimes, novas armas

O avanço da tecnologia, acelerado sobretudo nas últimas décadas, trouxe novos problemas e soluções. Junto com ela surgiram novos crimes, como os cibernéticos. Estes muitas vezes dão ao meliante uma sensação de menor gravidade dos seus atos, como se o roubo por um clique ou o compartilhamento de conteúdo pornográfico infantil sem contato físico fosse algo menos cruel. Felizmente, o combate ao crime também vem evoluindo com o auxilio de novas tecnologias.

Se antes para encontrar um ladrão que assaltava um banco a polícia tinha que partir para diligências aos “escritórios do crime”, hoje é possível rastrear as ações cibernéticas dos criminosos antes mesmo que o ato de fato ocorra. Descobre-se com quem os investigados trocavam mensagens, os locais que circulavam, grava-se conversas telefônicas, não apenas guiando o rumo das investigações, com também gerando provas sobre os atos praticados.

A interligação entre órgãos de segurança é outra arma contra o crime. Atualmente, alguém que comete um delito pode ter seus dados lançados em plataformas para acesso da polícia de diversos estados e países, impedindo assim uma ação anteriormente frequente dos bandidos de se mudar para localidades distantes, vivendo lá uma vida de impunidade. Hoje temos bancos de dados de nomes, impressões digitais e DNA, permitindo conectar crimes cometidos em diferentes locais e casos que pareciam sem ligação.

Há ainda muito que se evoluir no uso da tecnologia no combate aos crimes, sobretudo em um país onde, muitas vezes, os criminosos reservam mais investimentos para inovação que o governo. Entretanto, investir em interligação de dados, rastrear ações cibernéticas, vigiar casas e ruas com câmeras é mais eficaz e barato que armar exércitos e construir muros.