A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 24/10/2020
A Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos segurança como direito básico. Sendo assim, o combate à criminalidade, em qualquer âmbito, é uma das maneiras de fazer valer esse direito. Para tal, a tecnologia tem ganhado espaço e é esperado que ainda se evolua nesse aspecto. Em suma, a tecnologia, por intermédio de seus “softwares” e “hardware”, pode ser uma grande aliada no combate a crimes, com isso, o investimento em busca de recursos tecnológicos acaba por se tornar natural, e mais, com a utilização desses mecanismos há a preservação de profissionais que se arriscam em operações com alto risco de periculosidade. Desse modo, fica clara a relevância do tema.
Antes de tudo, vale salientar que atualmente, aparelhos como as câmeras de segurança se tornaram ordinárias e presentes em quase todos os lugares. Isso torna a sociedade cada vez mais monitorada. Esses elementos remontam o mundo distópico da ficção de George Orwell, “1984”. Nesta obra, a comunidade era observada todo o tempo, o que regulava o comportamento dos indivíduos. Nesse cenário, é revelada a influência que equipamentos como as câmeras podem gerar no comportamento das pessoas. E sobretudo, com a utilização de equipamentos é mais fácil preservar a vida de muitos profissionais, como a dos policiais militares que têm perdido suas vidas em operações. Isso é recorrente em reportagens do RJTV, da Rede Globo, que ocasionalmente, tornam essas vítimas pauta.
Além disso, o conceito de panóptico de Jeremy Bentham, revisitado por Michel Foucault na sua obra “Vigiar e Punir“ reafirma que a vigilância pode doutrinar as pessoas. Dessa maneira, exemplos como os equipamentos utilizados em aeroportos, como os de São Paulo, cada vez mais otimizados e certeiros, conseguem reconhecer substâncias ilícitas nas bagagens e evitam casos de tráfico de drogas pelas fronteiras. Ou mesmo, os “softwares” de reconhecimento facial presentes nas câmeras de segurança do estado, esses apetrechos tendem a facilitar, cada vez mais, a fiscalização, na tentativa de diminuir os índices de criminalidade no país, o que justifica investimentos nessa área.
Portanto, a tecnologia tem se mostrado uma grande agente no combate à criminalidade no país e na preservação de mão de obra humana. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública garantir a segurança da comunidade, além de preservar a vida de seus colaboradores. Isso poderá ser facilitado por meio de um programa que implemente câmeras com reconhecimento facial pelas ruas, principalmente, em áreas de grande risco. Desse jeito, poderá ser cada vez mais fácil fiscalizar, julgar e condenar criminosos. Ademais, será possível, proteger policiais e agentes, que correm risco nas operações para executar esse serviço. Assim sendo, serão aproveitados, cada vez mais, recursos tecnológicos no combate à criminalidade para cumprir o que prega a Carta Magna nacional.