A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 20/11/2020

O filósofo Sartre dissertou sobre o comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma crescente discussão coletiva acerca dos desafios para combater à criminalidade e como a tecnologia surge como uma importante ferramenta para esse processo na sociedade. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias efetivas, os mecanismos de auxílio social e a razão estrutural acabam por contribuir com problemas no cenário atual.

Primeiramente, é fundamental debater os impasses desse fenômeno. Dessa forma, de acordo com o site Gauchzh, o mau uso da tecnologia pode acarretar situações perigosas, principalmente em relação ao uso de máquinas que podem ajudar a solucionar crimes. Essa afirmação evidencia a baixa eficiência nos mecanismos de auxílio, como o governo, em fiscalizar a qualidade dessas novas ferramentas tecnológicas, uma vez que há softwares que ajudam a identificação de possíveis casos criminais, porém tais programas não estão sendo fiscalizados adequadamente, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Diante disso, a ausência de medidas de vigilância na tecnologia afeta diretamente o combate à criminalidade.

Além disso, é cabível afirmar que essa situação nociva se deve ao fato social. Assim, segundo Durkheim, “o fato social é a maneira coletiva de pensar e agir, dotada de coletividade e coercitividade”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a lenta mudança na mentalidade de parte da população sobre a importância da implantação de mecanismos digitais de proteção para amenizar crimes ainda persiste atualmente. Por conseguinte, a inserção do papel da disciplina Tecnologia de Informação precisa ser aplicada nas escolas para que essa tecnologia seja valorizada desde a infância.

Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas para a diminuição dessa problemática. Logo, o Congresso Nacional deve elaborar uma legislação que vise a fiscalização de plataformas de denúncia de crimes cibernéticos, por meio de especialistas em direito digital, como peritos e tecnólogos, com o fito de amenizar os problemas causados pela má administração da tecnologia no combate à criminalidade e informar as pessoas sobre a importância da tecnologia, por via de cartilhas digitais didáticas. Isso pode ser feito por meio de uma licitação pública e tem como objetivo o aumento do bem-estar social.