A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 19/12/2020

“Chegar aqui onde eu vim é desafiar a lei da gravidade, pobre morre ou é preso nessa idade” diz “Djonga”, famoso cantor que alcançou pelo menos onze milhões de ouvidos - segundo o “Youtube” - graças à tecnologia. Evidentemente, a internet proporcionou ao brasileiro um maior entedimento sobre como surge um criminoso, bem como permitiu que o combate ao crime seja mais eficiente, pois agora sabe-se que problemas econômicos e socioculturais são agravadores dessa luta. Assim, torna-se compreensível que um povo abandonado, antidemocraticamente, pelo Governo, não siga as leis impostas por ele. Afinal, um cidadão tem direitos e deveres mas, se ele é privado de seus direitos, é razoável que haja resistência em realizar os deveres.

Sob essa perspectiva, a voz que a tecnologia proporcionou àqueles ignorados pelo Estado é  preciosa e deu a oportunidade dos agentes combatentes do crime se reinventarem. Pois, o fato de 13,5 milhões de brasileiros - segundo ao IBGE, em 2019 - viverem na miséria, já mostra o caráter antidemocrático do Governo Vigente. À vista disso, decerto a afirmação feita por Aristóteles está correta: “O homem é um animal político”, isto é, o ser humano tem noção do que é justo ou injusto. Logo, deve-se lidar com as consequências da injustiça da forma mais sensata possível: cortando o mal pela raíz, ou seja, erradicando a miséria.

Ademais, convém verificar que a batalha contra o crime é feita de maneira incompetente pelas autoridades nacionais, pois o Brasil possuir o status mundial da polícia que mais mata - segundo à Revista Exame - indica, no mínimo, ineficácia policial. Seguramente, há falta de planejamento nas operações policiais e é nesse ponto que a tecnologia pode suprir a lacuna da incompetência. Atualmente, satélites e “drones” podem facilmente mapear comunidades e fornecer rotas precisas de passagem, ao mesmo tempo em que as modernas formas de “grampo” telefônico e interceptação de mensagens de texto pode ser muito útil para evitar conflitos inprecisos, como o assassinato de João Pedro, de 14 anos, morto a tiros pela Polícia Civil e Federal, em São Gonçalo no mês de Maio de 2020.

Em suma, a tecnologia é bem vinda no combate ao crime pois, especialmente no Brasil, grande parte da população é miserável e não tem voz na sociedade, criando um campo que, inevitavelmente, produz crime. Além disso, a incompetência da segurança pública brasileira agrava o histórico de violência e assassinatos cometidos por policiais e bandidos. Portanto, devido a problemas tão persistentes é preciso apoio internacional, como o da ONU, para julgar o país pela Corte de Haia, objetivando punir o Estado e fazer do Brasil um exemplo a não ser seguido por países próximos como os cinco Estados Partes e os sete Estados Associados que compõem o Mercosul.