A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/12/2020
A Constituição Federal de 1988 garante o direito à segurança para todos os cidadãos. Lamentavelmente, esse direito é violado diversas vezes no contexto brasileiro. Sendo assim, no que tange a questão da implantação da tecnologia para combater a criminalidade, seja pela ignorância social acerca do assunto, seja pela violação da privacidade, percebe-se a configuração de um grave problema, o qual carece de um olhar mais crítico de enfrentamento.
Convém ressaltar, a princípio, que a população brasileira no geral, não tem conhecimento ou acesso a informações sobre o uso da tecnologia para combater os crimes. Referente a isso, é muito comum que os indivíduos se dividam em pensamentos, nos quais parte deles desconfiariam do mecanismo por medo e outra parte confiaria totalmente. Nessa perspectiva, a máxima do filósofo alemão Arthur Schopenhauer de que “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca” cabe perfeitamente. Desse modo, é evidente que a ausência de conhecimento culmina em formulações de cenários fantasiosos, destruindo os ideais desse projeto de segurança.
Sob outra perspectiva, o combate à criminalidade por meio do uso de tecnologia perde força no campo da violação de privacidade. Isso acontece porque contra crimes, o meio tecnológico mais eficiente é o uso de imagens, as quais se usadas incorretamente podem ferir os direitos humanos. Partindo dessa realidade para ficção, a série brasileira “Onisciente” relata esse obstáculo perfeitamente quando drones, com câmeras, vigiam cada cidadão de uma cidade em todos os momentos do dia. Dessa forma, mesmo sendo um método muito eficaz de segurança, é indubitável que a presença de vigilância em todo o tempo do dia se faz incômoda.
Diante do exposto, é necessário a formulação de medidas que alterem esse cenário. Para que isso ocorra, o Governo Federal, instituição responsável por promover o bem comum, deve criar campanhas que irão explicar como funciona as tecnologias que podem ajudar na proteção. Tais medidas serão possíveis por meio de propagandas e comerciais de televisão, assim como em publicações em redes sociais, que possuem um grande alcance entre as pessoas, a fim de alertar que o uso de tecnologias para o combate a crimes só é viável e benéfico quando apoiada pela população, evidenciando que o projeto não é passível de pânico e que ele também não resolverá todas as advertências sozinho. Só assim, a segurança, como direito de todo cidadão previsto na Carta Magna, será assegurada.