A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 02/01/2021

A revolução tecnológica, ocorrida no final do século XIX, principalmente com o aparecimento da internet, modificou bastante as práticas sociais contemporâneas. Logo, é nesse contexto de intensa inovação que se tem utilizado as novas tecnologias no combate à criminalidade no Brasil, as quais, embora auxiliem na redução da violência, não são eficientemente implantadas  no país devido, principalmente, a  falta de investimento governamental e a desarticulação no setor de segurança pública nacional. Por consequência, tais dificuldades geram mais insegurança, necessitando ser superadas.

Dessa forma, é claro que o descaso público frequentemente com os setores de prevenção de crime pelo uso de tecnologias no Brasil esteja entre as causas dessas problemáticas. De acordo com a ONG Safernet e dados da Secretara de Segurança Pública estaduais, o país carece de equipamentos tecnológicos, como câmeras, sistemas de identificação e plataformas de compilação de denúncias nos estados e municípios, o que já é uma realidade em outros países, a exemplo da Inglaterra. Tal situação reflete o investimento escasso que os órgãos governamentais brasileiros realizam na aquisição e manutenção desses recursos preventivos, o que leva ao sucateamento da aparelhagem de segurança públia nas cidades, dificultando o monoritoramento dos crimes.

Também, a desarticulação recorrente das instituições de segurança no país agrava esse quadro. Segundo o Ministério da Justiça, não há no Brasil uma agência integrada de combate ao crime que use as informações adquiridas pelos recursos tecnológicos a nível nacional. Com base nessa informação, a falta de investimentos públicos para a implatação de ferramentas que poderiam auxiliar o trabalho policial, a exemplo do aplicativo “PM Mobile”, instalado no estado de Santa Catarina, que permite a troca de informações entre agentes da lei do estado, contribui para a mantenção da insegurança, haja vista que não desenvo-lve a coooperação entre os órgãos de segurança para desarticular e identificar os grupos criminosos.

Portanto, é de grande necesidade que o Estado braileiro tome medidas éticas que assegurem a im-lantação efetiva das tecnologia sara combater a criminalidade no país. Assim, o Ministério da Justiça e Segurança deve, por meio de auditoriais e planos diretos de curto e médio prazos, cobrar dos estados a aquisição e a manutenção, mediante protocolo, de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, como as câmeras e as plataformas de compilação das denúncias nas cidades, a fim de garantir o uso adequado desses recursos a reduzir a criminalidade.