A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 08/01/2021
A era moderna deu início a Revolução Industrial, marco histórico importante para o avanço da humanidade, especificamente pelo avanço técnico-científico proporcionado por sua terceira etapa. Hodiernamente, a tecnologia alcançou diversos patamares no Brasil, principalmente no que tange o combate à criminalidade. Dessa forma, é de suma importância um debate acerca da tecnologia no combate ao crime, que persiste influenciada pelo uso das redes sociais, além da necessidade de investimento estatal.
Em primeira análise, eviencia-se a importância do uso das mídias sociais no que diz respeito a problemática em questão. Conforme a Lei de Infiltração Policial, sansionada no Brasil em 2017, policiais podem se infiltrar nas redes para solucionarem crimes de pedofilia. É notório, portanto, que a tecnologia é uma ferramenta facilitadora na resolução de crimes cibernéticos, além de outros, como o combate às drogas. Nesse contexto, vale salientar que diante uma geração conectada, os crimes também passam a serem on-line. Assim, o uso da tecnologia vai muito além de uma gama de informações e meios de comunicação, mas no combate ao crime dentro da própria esfera tecnológica, como mostra o exemplo supracitado.
Em segunda análise, também é importante pontuar a necessidade de investimento estatal na esfera tecnológica. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no país está em seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre questões de segurança pública, como permite o uso da tecnologia, é preciso um investimento massivo. Como existe uma lacuna financeira no que tange à problemática, sua resolução torna-se árdua.
Logo, medidas estratégicas devem ser discutidas para efetivar o investimento do Estado em tecnologia para a diminuição da criminalidade no país. Para que isso ocorra, o Ministério Público, defensor da sociedade e democracia, deve cortar gastos públicos supérfulos dos governos federal e estadual, a partir de uma ampla investigação e avaliação dos setores públicos acerca desses gastos. Além disso, encaminhar a verba supracitada para áreas importantes, como a tecnologia, a fim de reduzir o impacto da violência e infração no Brasil.