A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 08/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a tecnologia no combate à criminalidade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso público com crimes cibernéticos, tanto da falta de segurança de dados na internet.
A priori, é imprescindível citar que a displicência governamental perante a crimes cibernéticos é confirmada quando, segundo a ONG Safernet e dados das Secretarias de Segurança Pública estaduais, o Brasil carece de equipamentos tecnológicos, como sistemas de identificação, câmeras e plataformas de denúncias com participação popular, o que já é realidade nos países europeus, a exemplo da Inglaterra. À vista disso, pode-se salientar o pensamento de George Orwell, escritor indiano, que diz que “aqueles que renunciam à liberdade em troca de promessas de segurança acabarão sem uma nem outra”.
A posteriori, é imperativo ressaltar a ausência de segurança de dados na internet. Números levantados pela empresa de pesquisa Refinaria de Dados, mostram que a busca por informações roubadas aumentou 108% entre março e maio de 2020 no Brasil. Partindo desse pressuposto, é de extrema importância a implementação de um sistema de segurança mais eficaz, já que o furto de dados pessoais pode acarretar problemas maiores, como o roubo de identidade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a carência de estabilidade cibernética contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os problemas causados pela tecnologia no combate a segurança, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com o auxílio do Ministério da Educação, desenvolva palestras em redes de ensino para alunos, principalmente do ensino médio, com especialistas no assunto, instruindo os espectadores a como se protegerem contra crimes digitais. Tais apresentações devem ser gravadas e inseridas nas páginas oficiais dos ministérios, a fim de atingir maior público. Por fim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os desafios da pluralidade familiar no Brasil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.