A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 28/01/2021
Na animação “Operação Big Hero”, produzida pela Disney, é retratada a trajetória de um jovem prodígio denominado Hiro Hamada. Nesse sentido, na obra cinematográfica, o protagonista e seus amigos, a partir dos conhecimentos de robótica do heróico garoto, unem-se com o objetivo de combater a criminalidade. Análoga à ficção, na contemporaneidade, o governo brasileiro realizou altos investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias capazes assegurar o bem-estar e a segurança da população. Desse modo, é conveniente que as ferramentas modernas sejam empregadas com o intuito de mitigar a violência e a delinquência, todavia, é desagradável que a utilização destes instrumentos desrespeite a privacidade dos cidadãos brasileiros.
Em primeira instância, conforme o filósofo Thomas Hobbes “o homem é o lobo do próprio homem”, ou seja, infelizmente, o ser humano é mau por natureza e está apto a cometer atrocidades. Dessa forma, é viável que as autoridades brasileiras utilizem de todas as ferramentas tecnológicas disponíveis para conter a inata violência e a criminalidade de fração social e, então, garantir o bem-estar da população. É perceptível, entretanto, que o governo não deve abusar do uso dos mecanismos modernos, visto que esta conduta pode promover malefícios para a sociedade, assim como a invasão da privacidade e, posteriormente, a influência sobre a vida das pessoas.
Por conseguinte, no romance distópico “1984”, do renomado escritor britânico George Orwell, é apresentado a intrigante história de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade da autoritária província da Oceania, a qual é liderada pelo Big Brother, que utiliza da vigilância -proveniente das tecnologias- para manipular e alienar a população. Sob esse viés, a tirania presente na obra literária, inaceitavelmente, é responsável pelo supervisionamento da sociedade e, consequentemente, desrespeita a privacidade e controla os cidadãos. Assim sendo, torna-se inadimíssivel que o Estado brasileiro abuse de seu poder e passe a espionar e influenciar a vida da comunidade nacional.
Em suma, é necessário que o Estado usufrua da tecnologia para combater a criminalidade, mas com moderação. Urge, portanto, que o governo federal -que, constitucionalmente, possui a responsabilidade de garantir a segurança dos cidadãos brasileiros- reforce a fiscalização policial e o monitoramento, por meio de câmeras de vigilância, das vias públicas e setores residenciais a fim de proteger a sociedade da violência e delinquência. Ademais, é fundamental que este supervisionamento não afete a privacidade e nem invada a propriedade privada da população. De tal forma, os novos mecanismos serão empregados para o bem da nação, assim como ocorre em Operação Big Hero, obra mencionada anteriormente.