A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 26/02/2021
A obra “Vigiar e Punir” do filósofo Michael Focault relata a eficácia da vigília e assume a soberania da inspeção diante de quaisquer punições. Sob essa perspectiva, é possível salientar que o uso da tecnologia dos aparelhos de segurança desempenha um importante papel no combate à criminalidade no Brasil. No entanto, a falta de recursos por parte dos municípios e a desarticulação no setor de segurança pública nacional são fatores que corroboram para a existência de desafios relacionados à questão.
A princípio, é necessário destacar que a Guerra Fria, por meio da corrida tecnológica, possibilitou novos avanços que aprimoraram a inteligência artificial. Dessa maneira, a tecnologia passou a ser utilizada à serviço da população e tornou-se presente em ações policiais, como no monitoramento do tráfico de drogas e no terrorismo em aeroportos. Entretanto, segundo dados do Ministério de Justiça e Segurança Pública, o país possui ausência de câmeras e de sistemas de identificação, que são essenciais na investigação efetiva de crimes nos municípios.
Outrossim, o pensador John Locke afirmou que o Estado surgiu para que houvesse a garantia dos direitos naturais por parte de uma instituição. Desse modo, faz-se imprescindível a cooperação dos orgãos públicos no apoio de treinamentos adaptados à uma nova realidade cibernética aos profissionais responsáveis pelo policiamento, já que a segurança é um direito essencial de todo cidadão. Entretanto, a escassa estruturação e a falta de aparato são negligências que impedem o funcionamento efetivo do desenvolvimento tecnológico das ações de fiscalização pública.
Dessa forma, fica evidente que a tecnologia é um recurso que deve ser aprimorado em prol do bem-estar da sociedade em geral. Logo, as Secretarias de Segurança Pública estaduais e municipais devem financiar o desenvolvimento de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, a fim de garantir o uso adequado desses recursos e reduzir o índice de criminalidade urbana. Além disso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) , incentivar pesquisas que atuem no estudo de um conjunto de segurança mais acessível e que permita uma maior cooperação entre os agentes de lei, visando o combate articulado do crime. Assim, a soberania de inspeção proposta por Focault será mais presente no cenário contemporâneo.
é um desses direitos que devem ser garantidos aos cidadãos. Porém, a falta de aparato eficiente e da precária estruturação