A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/04/2021

O combate à criminalidade é um desafio em todo o mundo, atualizar equipamentos, protocolos e planejamentos mais estratégicos para potencializar o trabalho na segurança pública é uma prioridade. Nesse quesito, diferente de outros países mais avançados, o Brasil caminha em passos lentos. Desse modo, é necessário investimentos em pesquisa, inovação e treinamento de pessoal para aliar a tecnologia como ferramenta na redução de crimes.

Em primeiro lugar, é importante destacar que só é possível modernizar-se por meio da pesquisa e inovação aplicadas à realidade local, pois de nada adianta importar modelos prontos que não terão exequibilidade, principalmente pela diversidade cultural e dimensões continentais do país. Somado a isso, temos dados que comprovam a ineficiência brasileira no que tange ao cruzamento de  informações, dados e investigações com pouca celeridade. Dessa forma, no Atlas da Violência (2017) foi observado altas proporções de mortes violentas não esclarecidas quando comparadas às mortes por causas externas. Por certo, indica problemas na qualidade do sistema de informação da saúde, como também reiteram a necessidade de equipar às polícias com sistemas de câmeras que possam auxiliar nas investigações ou até mesmo na prevenção de tentativas iminentes de delitos, por meio de mecanismos como a biometria, reconhecimento facial, scanner, sistema mobile, georeferenciamento, dentre outros.

Ademais, as inovações tecnológicas podem modificar o paradigma de atuação das polícias, de forma que a “intuição” de como aplicar policiamento seja substituída pela análise de dados e avaliação de resultados. Por outro lado, a formação deficitária dos agentes de segurança pública pode ser um obstáculo na rápida utilização dessas ferramentas. Ainda mais, por que a maioria dos praças, servidores que trabalham, por exemplo, diretamente na ostensividade das Polícias Militares eram admitidos até poucos anos atrás, sem exigência desses conhecimentos que habilitam o agente a utilizar com destreza equipamentos novos como a informática. Logo, investir na formação constante desses profissionais é urgente, o incentivo deve partir do Estado com promoções e planos de carreira que beneficiem e estimule-os para cursos superiores e pós-graduações nessa área.

Portanto, para modernizar o combate à criminalidade o Pode Executivo deve implementar parcerias público-privadas, como a instalação de câmeras e outros dispositivos nas cidades que ajudem na rápida ação policial de modo a reduzir os índices de violência. Como também,  destinar vagas para profissinais de ciência e tecnologia nos editais para a segurança pública, de modo a selecionar pessoas que possam criar ferramentas e ajudar na formação de outros colegas.