A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 12/04/2021
De acordo com o filósofo Francis Bacon, a tecnologia não veio somente para aumentar o conhecimento, mas para melhorar a vida do homem. No campo da segurança não é diferente, a inteligência artificial tem contribuído no enfrentamento aos delitos nas cidades brasileiras. Entretanto, a inaplicabilidade do Estado, além da fraca educação, são as principais causas para a continuação desse panorama perverso no país.
Em primeiro lugar, ao analisar a problemática por um prisma político, nota-se forte influência do poder público na questão. No século XIX, o Brasil aprovou a Lei Feijó, que decretava o fim do tráfico negreiro. A lei, no entanto, não foi respeitada, dado que o escravismo era a economia da época. Sob esse viés, é perceptível que esse ciclo de ineficiência legislativa se mantém no cenário contemporâneo, visto que, embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito a segurança e todos elementos que o permeiam, falta atividade do poder público para que seja aplicada no que tange a questão da proteção populacional. Logo, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura de inatividade governamental.
De modo complementar, o insuficiente ensino nacional é um atenuador da problemática. Nessa lógica, em concordância com Sêneca, a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida. Porém, observa-se o desleixo educacional com relação aos princípios de cidadania e as possíveis consequências se elas não forem respeitadas. À vista de exemplo, a Finlândia possui a segunda melhor instrução do mundo e, é o mais com os menores índices de criminalidade - conforme resportagem do veículo de notícias G1. Dessa forma, verifica-se que para o Brasil ser um lugar seguro, é necessário uma maior atenção ao setor da educação.
Em síntese, constata-se que ações precisam serem tomadas para mudar o cenário atual, principalmente nas esferas legislativas e educionais. Portanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, por meio de políticas públicas ser mais incisivo no enfrentamento às infrações. Por fim, tal medida tem como intuito, tornar os meios de preservação mais eficientes, para que os indivíduos tenham sua segurança estabelicida. Ademais, O Ministério da Educação tem de, por intermédio da alteração da grade curricular, introduzir a disciplina de “Princípios da Cidadania”. Tal matéria carece ser ministrada desde a primeira parte do ensino fundamental, com a intenção de que essas crianças cresçam com essas ideias bem construídas em seu intelecto. Em conclusão, tais atos são reclamados com a finalidade de que os estudantes tenham consciência de quais são os resultados se extrapolarem os limites de cidadania. Feito isso, o conflito vivenciado atualemente se extinguirá.