A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 15/05/2021

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º, o direito à segurança inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, nesse prisma, a população se mostra cada vez mais distante desse direito promulgado na constituição, tendo em vista que as taxas de criminalidade vêm crescendo cada dia mais. Dessa forma, a tecnologia vem para tentar diminuir tais taxas, mas por não receber investimentos do governo e pelo preço não ser acessível para todos os cidadãos, não tem se tornado tão eficaz.

De início, é certo a ausência de investimentos governamentais para o desenvolvimento tecnológico na segurança. O filósofo inglês Thomas Hobbes afirma que, “O Estado é responsável por garantir o bem estar da população”, entretanto, esse cenário se apresenta distante da realidade brasileira. Desse modo, devido a falta de atuação das autoridades, as tecnologias que se mostrariam eficazes para combater a criminalidade não são desenvolvidas ou nem mesmo projetadas, dificultando o exercício de uma segurança melhor e mais eficiente para a esfera social brasileira.

Ademais, é evidente a aplicação tecnológica  em serviços de segurança no dia a dia das pessoas, como câmeras, alarmes, cercas elétricas, sensores de movimento entre outros mecanismos, porém esses equipamentos possuem preços que não são acessíveis a todos, fazendo com que grande parcela dos brasileiros não usurfruam dessa tecnologia, agravando ainda mais as taxas de criminalidade. De acordo com Steve Jobs, “A tecnologia tem a capacidade de mover o mundo”, no entanto, se grande parte do mundo não estiver desfrutando dessa tecnologia, ela consequentemente não poderá mudá- lo. Portanto, é notório que haja necessidade de democratização do acesso à estas tecnologias reduzindo assim, as taxas de criminalidade.

Em vista dos fatos abordados, faz-se necessárias medidas para tornar a tecnologia mais eficaz no combate à criminalidade. Cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com empresas de tecnologias, investirem em segurança tecnologica de qualidade e acessível para todos os indivíduos brasileiros, por meio de sistemas de segurança mais eficazes e com maiores inteligências artificiais, como câmeras que filmam com melhores resoluções e também por meio de políticas de descontos na compra desses equipamentos de acordo com a renda do comprador, a fim de que mais pessoas tenham acesso a essas tecnologias e assim, reduzir as taxas de criminalidade no país. Somente assim, os cidadãos brasileiros ficarão cada vez mais próximos do direito presente na Constituição.